sexta-feira, 30 de junho de 2017

As Instituições Estão Funcionando. Aos Tapas

Estão sentindo o garrote apertar. Sem dinheiro, manietados, vigiados, terão saudades do tempo do "anta", do governo petista
que os prestigiou e equipou com o de melhor. Tempo que , com atrevimento e certos da impunidade, faziam tiro ao alvo com a fotografia da Presidenta. Que postavam, com cumplicidade de sua corregedoria, no Facebook, mensagens contra o governo petista e faziam propaganda partidária. O garrote aperta. É vai piorar. Qdo se alia ao Satanás .

Politicagem e briga por poder PF x MP

POR FERNANDO BRITO · 29/06/2017

As instituições, como todos sabem, estão funcionando.

Aos tapas.

O polêmico delegado federal Márcio Anselmo, falando num congresso de jornalismo investigativo (para alguns “vazativo”) desceu o sarrafo no Ministério Público e em Rodrigo Janot.

Disse, segundo o UOL, que “uma delação premiada sem provas ‘não serve para nada’ e criticou a atuação da PGR (Procuradoria-Geral da República) em acordos de colaboração”, afirmando que o Ministério Público despreza as informações levantadas pela Polícia Federal.

“Parece que o Janot acorda de manhã e pensa: ‘como eu vou diminuir o trabalho da polícia hoje?'”, disse. “De longe, ele [Janot] foi o melhor procurador-geral. Mas ele poderia não encarar a polícia como inimiga.”…

Se do “melhor procurador-geral” ele fala isso, imagine dos outros.

Anselmo, aliás, na ânsia de aparecer, adora desancar os que acha “melhores”. Na mesma entrevista diz que o período em que a Polícia Federal mais foi prestigiada por um governo, disse que foi “no tempo do MTB”, Márcio Thomas Bastos, ministro da Justiça de Lula.

Deve ser por isso que, quando chefe na Operação Lava Jato ocupava-se, com outros delegados, de chamar Lula de “anta”.

Que Querem os Irmãos Marinho?

Por Marcos Coimbra, na revista CartaCapital:

Considerando que aqueles que têm fortuna maior vivem e atuam fora do País, não é exagero dizer que os três homens mais ricos do Brasil são os irmãos Marinho. Juntos, de acordo com os últimos levantamentos, possuem uma riqueza estimada em 11,3 bilhões de dólares. Agregando sua fortuna à influência que exercem controlando a indústria nacional de comunicação, os Marinho são os bilionários mais poderosos que temos. Suas empresas entram na vida da quase totalidade dos brasileiros, todos os dias, durante várias horas.

É tanto dinheiro e tanto poder que, até muito recentemente, eles preferiam ser discretos, sem exibições e bravatas. Tentavam fazer como aprenderam com o pai e os avós, velhos senhores que gostavam de brincar que eram, apenas, “jornalistas”. Todos foram muito mais que isso e fizeram de tudo para preservar e expandir seus domínios, mas procuravam manter a aparência de isenção e apartidarismo adequada aos autênticos profissionais de imprensa.

O que aconteceu então com os irmãos bilionários? O que levou a família mais rica do Brasil a abandonar qualquer veleidade de ser neutra na condução de seus negócios de comunicação e a entrar de sola na luta política?

Depois de anos de convivência relativamente pacífica com Lula, os Marinho dirigiram contra ele as baterias de seus jornais, emissoras de rádio e televisão, revistas e portais de internet. Puseram em campo um exército de analistas, comentaristas e repórteres com uma única missão: destruir a imagem pessoal e política do ex-presidente. Se havia algum entre seus funcionários que discordava desse ataque, sua voz não foi ouvida. Os irmãos deixaram claro que, nas empresas em que mandam, só há uma opinião, a deles.

Essa inimizade contra Lula vem de longe, como todos lembramos. Para os três, como havia sido para Roberto Marinho, o petista sempre foi o “Sapo Barbudo” com o qual eram forçados a conviver. Terminaram por aceitá-lo a contragosto, certos de que um dia ele acabaria (e que não teriam de esperar por isso eternamente).

A guerra foi declarada quando perceberam que o horizonte do fim do lulismo, em vez de se avizinhar, tornava-se mais incerto. Não apenas porque a imagem de Lula se mostrava mais resistente que o esperado, mas por não conseguirem construir nenhuma candidatura com capacidade de derrotá-lo ou a quem ele indicasse.

Apostaram, por exemplo, que Dilma Rousseff não sobreviveria às “manifestações” de 2013 (estimulando-as tanto quanto puderam) e erraram. Anabolizaram Aécio Neves, Eduardo Campos e Marina Silva, e quem ganhou foi a petista. De 2015 para cá, a guerra para liquidar com Lula e abreviar o fim do lulismo tornou-se sem tréguas. Em nome da autoatribuída missão de fazer com que o Brasil fosse o que queriam, os Marinho deixaram de lado a discrição e sacaram os fuzis.

Soam ingênuas hoje as palavras da presidente da Associação Nacional dos Jornais em 2010, quando dizia que “os meios de comunicação estão fazendo a posição oposicionista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada”. O que vemos é uma imprensa que resolveu fazer política sem a mediação do sistema representativo, definindo alianças com quem escolhe e em favor de seus projetos de poder.

Demolir Michel Temer é apenas uma batalha nesta guerra. Os Marinho e seus aliados o colocaram no cargo esperando que fizesse alguma coisa para ajudá-los a vencer o lulismo. Agora que perceberam que, ao contrário, Temer os atrapalha, pretendem descartá-lo. Qualquer um serve, desde que se ofereça para realizar o governo que desejam. Leonel Brizola, em uma de suas tiradas, disse uma vez que, em dúvida a respeito de como agir em uma conjuntura complicada, bastava observar para que lado a Globo ia. O certo era fazer o oposto.

Só os tolos acreditam que os irmãos decidiram se desfazer de Temer porque se horrorizaram ao descobrir quem era. Logo eles, que cresceram e enriqueceram no mundo dos Michel Temer. Movem-se para derrubá-lo porque acham que assim aumentarão as chances de condenar Lula e preparar um cenário favorável a que vençam as próximas eleições, se consolidando no poder.

E querem consegui-lo o quanto antes, pois precisam de tempo para que tramitem os processos que encorajaram contra Lula e para que possam fabricar uma candidatura para 2018. O projeto dos atuais Marinho não é igual ao de sempre: influenciar os governos para obter vantagens. Daqui para a frente, é fazer o governo.

A Conta Que Sobra Para o PSDB

Por Tereza Cruvinel, em seu blog:

Já começou a correr o tempo para que a Câmara decida se concede ou não licença para que Temer seja processado por corrupção passiva. E com isso, o PSDB vê-se diante do maior dilema de sua existência. O contraste entre a força com que os tucanos massacraram o PT, enquanto o partido figurou como inventor e protagonista único da corrupção, e a leniência com que vem tratando Temer, está sendo devidamente anotado pelos eleitores. A fatura virá. Tendo espancado tão violentamente o PT, como poderá o PSDB votar contra a licença para que Temer seja processado por corrupção passiva, diante de evidências tão abundantes?

No muro, o partido adiou esta decisão, bem como a de ficar ou sair do governo, para a primeira quinzena de agosto. Mas é justamente nesta época que a Câmara deverá estar votando o pedido do STF. Irá o PSDB abdicar do que resta de seu DNA democrático para apoiar o governo mais corrupto, vulgar, cínico e leviano do Brasil democrático pós-1985? Fernando Henrique tem tentado em vão impedir este abraço de afogados que levará seu partido para as águas profundas do oportunismo.

A incoerência é um problema dos tucanos mas a sobrevida de Temer no cargo tem um custo alto para o Brasil, e o PSDB é um dos principais responsáveis por ela. Temer não cai porque falta uma forte mobilização popular exigindo sua saída e também porque ainda conta com o PSDB em sua base no Congresso. Só o Centrão e o baixo clero não o estariam segurando. Quanto mais ele durar no cargo, maior será o custo para o Brasil, para sua economia e sua imagem, e maior a conta que será debitado, em grande parte, ao PSDB.

Ao longo dos últimos doze anos o PSDB dedicou-se ao trucidamento moral do PT, cobrando impiedosamente, do partido que já fora guardião da ética, sua queda desmoralizante nos desvãos da corrupção. Assim tem sido desde 2005, ano do estouro do mensalão petista. No auge do petrolão, quando a Lava Jato ainda não havia chegado aos outros partidos, os deputados petitas, sentados cabisbaixos no lado esquerdo do plenário da Câmara, já não respondiam aos ataques e engoliam em seco enquanto os tucanos vociferavam no microfone. Numa tarde de 2014, o líder tucano Carlos Sampaio passou longos minutos no microfone apontando o dedo para a bancada petista e repetindo: “Partido corrupto! Partido corrupto!”.

Em 2013, e principalmente em 2015/16, levar as massas à rua foi fácil. A Lava Jato e a oposição, com o PSDB à frente, apontavam o dedo para o PT e estava resolvido. O PT era o culpado de tudo e a massa cantava na paulista, com aquela melodia de “o campeão voltou”: “O PT roubou, o PT roubou....”. O PT era o demônio, o cão, o belzebu, o culpado de tudo.

Com as arcas da corrupção mais abertas, por força das contradições da Lava Jato, delas têm saído escândalos em série envolvendo outros partidos e o PSDB, a começar de seu presidente afastado, Aécio Neves. Justamente ele, que na campanha de 2014 vociferou tanto contra a corrupção petista. Derrotado, e não aceitando a derrota, pediu a impugnação da chapa Dilma-Temer alegando abuso de poder econômico e financiamento ilícito da campanha. De fato, houve isso e muito mais, mas as duas chapas fizeram uso do caixa dois e das doações cruzadas com obras públicas. Carlos Sampaio, o líder que ficava rouco de tanto bradar contra o PT, e pregava a extinção do partido de Lula, também já está enrascado. O hoje ministro de Temer, Antonio Imbassahy, certa vez discursou na Câmara dizendo: “foi o PT que institucionalizou a corrupção”. Agora, tudo indica que ele ajudará a cabalar votos de deputados contra a licença para que Temer seja processado por corrupção passiva.

Agora se vê que todos, e não apenas o PT, permitiram o roubo, desde que sobrasse uma parte para os partidos e para as campanhas. Que todos mantiveram relações para lá de promíscuas com os fornecedores do Estado, tanto no plano da União como no plano dos estados, a começar de São Paulo e Minas, governados por tucanos. Todos são culpados porque não mudaram o sistema político, não fizeram a reforma que importava, optando por manter o cassino funcionando. O PT, chegando ao governo, entrou no jogo e foi o primeiro a ir para a cruz.

Agora ficou difícil mesmo chamar as massas às ruas. Os coxinhas exaltados enfiaram a viola no saco. Os moralistas perderam a moral. Se todos fazem aquilo de que acusavam apenas o PT, como proceder? Também por isso, e pelo cansaço, e pela desilusão com tudo e todos, o “Fora Temer” não ganha a força necessária para garantir a mais rápida queda dele. Não havendo massa, e havendo ainda base no Congresso, com o PSDB no papel de cereja brilhante do bolo, Temer vai ficando. E nós vamos pagando a conta. E em algum momento boa parte dela será espetada no PSDB.

Não nos iludamos. O parto não vai ser rápido como a situação exige. Temer, com aquele discurso de guerra de ontem, mostrou que está se lixando para o país. Que venham todas as crises, que haja risco para as instituições, que o tecido democrático se esgarce, que a economia se dane, enquanto ele se equilibra no cargo buscando um bote salva-vidas. Com a ajuda do PSDB.

Doria e a Miséria "Turística" no Nordeste

Por Joaquim de Carvalho, no blog Diário do Centro do Mundo:

Quando era presidente da Embratur, João Doria tentou implantar no Brasil uma novidade na indústria do turismo. É verdade que, na sua época, a estatal publicou em revistas estrangeiras anúncios com mulheres em trajes mínimos, na praia, um convite subliminar ao turismo sexual.

Mas esta já era uma prática na empresa.

O que nunca havia sido sequer cogitado é tornar a seca e a miséria no Nordeste um atrativo turismo para os moradores do Centro-Sul do Brasil.

Doria inovou.

O escritor Ivan Mizanzuk postou hoje no Twitter notas publicadas em jornais da época.

Em julho de 1987, a Folha de S. Paulo noticiou:

“A seca, os flagelados famintos e a caatinga nordestina poderão virar atração turística por sugestão do presidente da Embratur, João Doria Júnior, que propôs em Fortaleza (CE) a instalação de albergues turísticos na região”, disse.

A Gazeta Mercantil (importante jornal da época) reproduziu um discurso de Doria a empresários do Ceará, em que ele disse que “a seca poderia ser um ponto de atração turística no Nordeste”.

A reação foi imediata. Jornais locais repercutiram a “ideia” extravagante do gestor da Embratur.

“A fome como atração turística” é o título de uma dessas notas.

O texto afirma que Doria defendeu a redução de verbas de irrigação, como forma de aumentar “as de turismo para exibir flagelados da seca porque os habitantes do eixo Rio-São Paulo só conhecem a seca através da imprensa. Ou seja, em vez de empregar o dinheiro do governo para financiar a produção, empregaria tal verba para que os turistas, em ônibus refrigerado e regado a uísques, possam se distrair vendo as crianças esqueléticas tomando lama em lugar de água”.

A radialista Adísia Sá, na época responsável por um dos programas de maior audiência de Fortaleza, o “Debate do povo”, promoveu uma intensa campanha contra Doria, que acabou repercutindo na Câmara Municipal de Fortaleza, onde Doria foi muito criticado.

Adísia disse que organizaria uma manifestação para “receber a primeira agência de viagens que chegar com uma excursão para visitar a seca” e fazê-la voltar para o Sul, debaixo de vaia.

O caso chegou até o presidente da época, José Sarney, a quem se pediu a demissão de Doria.

Mas o presidente da Embratur se manteve no cargo. Suas costas eram quentes: ele era apadrinhado de Roseana Sarney, filha da presidente, a quem ele acompanhava no Rio de Janeiro, no período em que Roseana esteve separada de Jorge Murad.

Adísia já está com mais de 80 anos, é articulista do jornal O Povo, mas não trabalha mais no rádio. Eu conversei com ela pelo telefone. Adísia disse estar impressionada com a popularidade que Doria alcançou em São Paulo, mas não quis falar do assunto.

“Faz tanto tempo”, disse.

João Doria chegou à prefeitura de São Paulo com um discurso de gestor eficiente, que nunca foi político, um trabalhador desde adolescente.

Para tanto, mostrava sua carteira de trabalho, tirada quando tinha 13 anos de idade, e a exibia como prova de sua inclinação para o trabalho honesto.

O que Doria nunca mostrou é um registro profissional que teria tido nesta idade.

As pessoas mais velhas sabem que, durante a ditadura, a carteira profissional era um documento mais importante do que o RG para adolescentes.

Era a primeira coisa que os jovens mostravam à polícia quando abordados, para evitar prisões por vadiagem, que eram comuns na época. E menores eram encarcerados tanto quanto os adultos.

Uma face mais aproximada do verdadeiro jovem Doria foi descrita por ele mesmo, num artigo publicado na Folha de S. Paulo em 1988, quando já buscava oportunidade de negócio em Campos de Jordão.

Narrando como era sua vida lá, Doria contou:

- Já adolescente, no final da década de 60, eu peguei os resíduos talvez da época áurea de Campos de Jordão. Os jovens usavam calças rancheiras da marca Far-West e camisas de flanelas listrada, aplaudiam os shows de Elis Regina, Jair Rodrigues e até atrações internacionais nos salões do já então tradicional Grande Hotel. Os chás no Toriba eram e permanecem sendo um ato de elegância gastronômica e de moda. Julho era um mês aguardado pelos que subiam a serra, numa horrível viagem de quase quatro horas pela antiga estrada, para desfrutarem do frio seco e gostoso.

No mesmo texto, explica como se divertia com as brigas dos playboizinhos:

- Em Capivari, um dos centros de Campos, a badalação era animada, com batidas do bar Cremerie. Ajustavam-se namoricos e marcavam-se encontros na boite Maumauzinho. Noites quentes aqueles no Maumau, especialmente quando os irmãos Abdalla e Conde resolviam exercitar dotes pugilísticos. Sobravam dores, mesas quebradas e muitas estórias (sic) para alimentar as rodas de papo à beira da lareira. Gincanas e as disputadas eleições de Miss Suéter no Tênis Clube, completavam o cenário das temporadas de inverno.

Alguém consegue ver neste perfil o João Trabalhador apresentado na campanha para a prefeitura de São Paulo?

*****

PS: Doria foi demitido da Embratur em agosto de 1988, sob a suspeita de desvio de recursos, entre outras irregularidades.

Via ‘Época’, a Globo Manda Recados Para Meirelles?

POR FERNANDO BRITO · 29/06/2017

Há muita coisa ocorrendo que nós ainda não temos como dimensionar.

Hoje, a Época” partiu para cima das ligações entre Henrique Meirelles e Joesley Batista, algo que vinha sendo deixado quase que totalmente de lado neste mais de um mês passado desde a delação do sócio da JBS – J&S (holding) , que foi presidida pelo atual Ministro da Fazenda até que este fosse chamado por Michel Temer.

Curioso, porque há três dias passou quase ignorado pela grande imprensa a nota da repórter Lisandra Paraguassu, da Reuters, onde se diz que haveria uma gravação onde Temer fala que “uma das influências maiores que determinaram a vinda dele (Meirelles)” foi a do empresário da Friboi.

Desde ontem à noite, em várias notas, a Época coloca Meirelles na roda. Em uma gravação, Joesley teria dito que Meirelles era “companheiro”, mas que precisava que Temer sinalizasse que alguma providência quanto à empresa havia tido autorização presidencial. Leia só:

Num dos diálogos que manteve com o ex-assessor especial da Presidência da República Rodrigo Rocha Loures para tratar de interesses junto ao governo federal, o empresário Joesley Batista, do grupo J&F, disse que o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, é companheiro e maleável. “É um sujeito habilidoso e taI. Ele é um sujeito engraçado que, como se diz assim, ele tem um bom mix de… ele é um cara duro, mas ele é maleável”, afirma o empresário. “Ele… se você precisar de um, isso aí da Previdência. Vamos chutar, ele chuta. Henrique, dá uma seguradinha, ele segura. Ele não é cabeça dura não. Ele é companheiro.”
Joesley diz que considera o titular da Fazenda um cara disciplinado e sério e que falou sobre ele com o presidente Michel Temer. “… eu fui falar com o Michel. Ô Michel, é o seguinte: o Henrique tá lá, se eu falar alguma coisa com o Henrique, se ele não… se ele achar que sou eu que tô querendo, ele não faz. Ele tem que saber que você quer.”

Em outra nota, Joeasley teria dito que Meirelles não quer ser candidato, que “o sonho dele é aquilo lá, ministro da Fazenda”. ““Tá bem de vida, financeiramente resolvido.”

Vamos ver se isso vai parar no Jornal Nacional. Porque, dentro das atuais circunstâncias, em que foto casual vale como prova, convenhamos que é munição para abalar até um paquiderme como Meirelles.

quinta-feira, 29 de junho de 2017

Gilmar de Lama Fala Sobre o "Direito Penal de Curitiba"

Gilmar de Lama diz que o Brasil vive sob o “Direito Penal de Curitiba”

POR FERNANDO BRITO · 28/06/2017

Em dura e incontestável abertura de seu voto, o ministro Gilmar Mendes acendeu o debate na terceira sessão do julgamento da possibilidade de avaliação do acordo de delação da JBS – e, por extensão, de todos os outros acordos de colaboração firmados pela Lava Jato.

“Criou-se um tipo de Direito Penal de Curitiba”, disse Gilmar, afirmando que, desde os acordos de delação premiada de Alberto Youssef e de Paulo Roberto Costa, os benefícios tem sido imensos, sem controle legal e chegando ao absurdo de pagar-se “comissão” do devolvido ao Ministério Público.

Disse que formou-se uma “rede de abusos e violações de direitos fundamentais”, que chega à vedação do debate de medidas legais até pelo Congresso: “”Até isso se cogita: discutir a aprovação de um projeto de lei de abuso de autoridade. Quanta desfaçatez, cinismo, pensamento totalitário”.

É uma pena que tenhamos tido de esperar por três anos e um golpe para ouvir verdades serem ditas no plenário do Supremo Tribunal Federal.

Apoio à Greve Geral

BLOG DO ESMAEL

Pelo Fora Temer, maçons lançam manifesto em apoio à Greve Geral de 30 de junho

O denominado grupo Maçons Progressistas do Brasil lançou um manifesto em apoio à Greve Geral nesta sexta-feira, 30 de junho, contra as reformas da previdência, trabalhista e pela saída do ilegítimo Michel Temer.
“… pela responsabilidade histórica de não permitir que esse golpe se configure na sua expressão mais nociva, que é o ataque aos direitos dos trabalhadores, em particular na reforma trabalhista, que joga por terra anos de história, luta e resistência da classe trabalhadora em nosso país”, diz um trecho do documento.
Este é o segundo manifesto de maçons contra Temer. Há um mês, o mesmo grupo divulgou uma carta exigindo renúncia de Temer e Diretas Já. Na época, a manifestação deu urticária no Palácio do Planalto e entre parlamentares que apoiam o golpe de Estado.
Abaixo, leia a íntegra do manifesto:
MANIFESTO DOS MAÇONS PROGRESSISTAS DO BRASIL EM
APOIO À GREVE GERAL E MANIFESTAÇÕES DO DIA 30/06
Próxima sexta-feira, 30, o Brasil vai parar numa GREVE GERAL contra as reformas da previdência, trabalhista e pelo #foratemer.
Os MAÇONS PROGRESSISTAS DO BRASIL fazem uma convocação para que todos os trabalhadores e demais segmentos da sociedade participem das
manifestações da próxima sexta-feira.
Os trabalhadores brasileiros se preparam para mais um momento histórico de luta por Diretas Já e contra as reformas Trabalhista e Previdenciária.
Durante assembleias, realizadas em diversos pontos do país, os trabalhadores confirmaram a adesão à Greve Geral, marcada para o dia 30 de junho.
Outros segmentos aderem ao movimento, participando de atos públicos e diversos tipos de protestos.
A Greve Geral é um momento histórico de luta da classe trabalhadora contra o ataque aos direitos. Nós, enquanto MAÇONS PROGRESSISTAS, temos a obrigação de ajudar a construir, juntamente com a sociedade organizada, uma grande greve no dia 30 de junho, não só porque as categorias precisam mostrar a sua força, porque os sindicatos estão de fato mobilizados ou de acordo com as suas bases, mas, principalmente, pela responsabilidade histórica de não permitir que esse golpe se configure na sua expressão mais nociva, que é o ataque aos direitos do trabalhadores, em particular na reforma
trabalhista, que joga por terra anos de história, luta e resistência da classe trabalhadora em nosso país.
Diante do agravamento da crise do governo Temer (PMDB), a expectativa é a de que a paralisação seja ainda maior do que a alcançada com a Greve Geral do dia 28 de abril.
Portanto, é chegada a hora de todos nós protestarmos e exigirmos a saída desse governo autoritário e corrupto, que tenta cinicamente acabar com os direitos mais elementares da sociedade brasileira.
MAÇONS PROGRESSISTAS DO BRASIL – MPB

Meirelles é Um Mala Sem Alça

BLOG DO ESMAEL

O ministro da Fazenda Henrique Meirelles é um mala sem alça que não acerta uma a favor do povo, embora os bancos que ele representa seguem engordando na crise.
A todo instante Meirelles revisa para baixo — sempre contra os trabalhadores — os prognósticos para a economia.
Por falar em mala, Meirelles foi elogiado por Joesley Batista nas conversas gravadas com Rocha Loures.
“Ele é um cara duro, mas ele é maleável”, elogiou o dono da JBS, para então emendar: “Ele… se você precisar de um, isso aí da Previdência. Vamos chutar, ele chuta. Henrique, dá uma seguradinha, ele segura. Ele não é cabeça dura não. Ele é companheiro”.
Nunca é demais recordar que Meirelles, festejado pela Globo e rentistas, esteve ligado ao Grupo J&F, controlador do frigorífico JBS. Ele presidiu o Conselho de Administração entre 2012 e 2016, de onde saiu para o governo golpista de Michel Temer.
Para ser ruim, Henrique Meirelles precisa melhorar bastante. Até o Joesley abriu mão do mala…
Recessão
Meirelles disse esta semana que o PIB brasileiro não vai crescer neste ano de 2017, o que não é nenhum novidade neste quadro de recessão provocado pelo próprio governo.
Se aumenta o desemprego e a insatisfação do povo, o mesmo não se pode dizer dos banqueiros. A estimativa de aumento de lucro das casas bancárias, até o terceiro bimestre deste ano, era de 21% em relação ao mesmo período de 2016.