terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Eike Escalpelado: Janot Estava Certo!

A Lava Jato é pró-mercado!

O Procurador Geral que procura o que quer achar deve conseguir um terceiro mandato, para a felicidade geral da Nação e dos homens de bem deste país.

Mas, nesses dois primeiros mandatos, ele registrou de forma indelével sua biografia no panteão dos Pais da Pátria:

• demorou a descobrir o endereço de Furnas, para não molhar o Mineirinho da lista de alcunhas da Odebrecht;

• permitiu incluir o Genoino na "quadrilha" do mensalão, só para formar os quatro de quadrilha, apesar de saber que Genoino era inocente e receber Genoino em casa para jantar;

• só pediu para prender o Eduardo Cunha - que deveria ter sido preso quando apressou o impeachment depois que a chantagem na comissão do impeachment, em cima do PT não deu certo - só pediu para prender o Cunha depois que ele fez "o trabalho sujo" de impeachar a Dilma;

• foi despachar com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos sem a presença de um representante da Advocacia Geral da Uniao, o que é ilegal, pois só o Estado se relaciona com outro Estado;
(A menos que a PGR seja agora um Estado dentro do Estado, segundo a Constituição dos 11 power-points do Dallagnol...)

• e realizou a Missão Pró-Mercado, no templo dos banqueiros, a assembleia geral dos acionistas de Davos.
E lá proclamou: a Lava Jato é pró mercado!

Sem dúvida.

Quem chegar à primeira pagina dos jornais pigais nessa manhã de terça-feira 31/janeiro verá o Eike escalpelado.

Porque, como se sabe, uma das sacrossantas carateristicas da Lava Jato e seus desdobramentos é vazar o que interessa ao PiG.

E está lá o simbolo do capitalismo brasileiro - o herói da Forbes - sem implante e irremediavelmente desmoralizado.

Aí, o ansioso blogueiro se pergunta: o que acham disso os outros capitalistas provisoriamente em liberdade?
Os que já estão aqui e os que viriam atraídos pela segurança jurídica do Gatinho angorá?

(Por que o capitalista brasileiro que não tiver subornado um agente público que jogue a primeira pedra...)

O que dirão os notáveis empresários da FIE P?

O empresário de aluguel de galpões...
O plagiador de pato...

Aquele retalhista, dono da Batalha de Riachuelo, em homenagem à Guerra do Paraguai?
O que disse que bastava a Dilma cair para o PIB explodir de euforia!

O que dirá o João Dória que tem um negócio singular: apresentar ricos a políticos e políticos a ricos...

O que dirão os empresarios canadenses, colombianos, alemães e americanos que entraram nas empresas de que o Eike perdeu o controle?
Devem estar alegres e saltitantes!

A Lava Jato é pró-mercado!
Eles e todos os empresários brasileiros se olham no espelho e se imaginam escalpelados.

Esse Janot é um jênio!

PHA

Geddel “Boca de Jacaré” Será Preso?

Por Altamiro Borges

Uma notinha enigmática postada no jornal O Globo neste domingo (29) pode indicar que os dias de sossego de Geddel Vieira, ex-ministro do covil golpista de Michel Temer, estão chegando ao fim: “A avaliação no MPF é que a sua situação se assemelha à de Sérgio Cabral e Eduardo Cunha: está liquidado. A propósito, Geddel se desesperou nas últimas semanas ao saber que Lúcio Funaro vinha se preparando para fazer uma delação premiada. Passou a telefonar insistentemente para a mulher de Funaro para prestar solidariedade e, como quem não quer nada, saber se ele já havia começado a delatar”.

Ainda segundo a matéria, o depoimento do doleiro Lúcio Funaro pode ser fatal para outros ilustres golpistas. “Preso há sete meses, Funaro acenou, pela primeira vez, com o desejo de fazer uma delação premiada. A entrada é Eduardo Cunha; a sobremesa, Geddel. O prato principal atende pelo nome de Eliseu Padilha”. Se for confirmado este boato, a tendência é de agravamento da crise política no país. Numa mensagem interceptada pela Polícia Federal, que tratava das negociatas do PMDB na Caixa Econômica Federal, Lúcio Funaro chamou Geddel Vieira de “boca de jacaré”, em função da sua gula por grana.

Em meados de janeiro, agentes da PF fizeram buscas em dois endereços do ex-ministro na Bahia. A operação teve como base a suspeita de que a velha raposa peemedebista traficou informações sigilosas da CEF em troca de propina. Geddel Vieira foi acusado de “integrar uma quadrilha” junto com o correntista suíço Eduardo Cunha. Na ocasião, o usurpador Michel Temer difundiu a história – replicada pela mídia chapa-branca – de que estaria aliviado com a exoneração do seu ministro e de que não teria nada a ver com as suas falcatruas. A conversa fiada, porém, não cola.

Como lembra o jornalista Bernardo Mello Franco, uma das poucas vozes críticas da Folha golpista, “Geddel, Cunha e Padilha são velhos aliados de Michel Temer... Depois da batida na casa de Geddel, o Planalto tentou disseminar a versão de que Temer estaria ‘aliviado’. O presidente não teria motivos para se preocupar, já que o aliado deixou de ser ministro”. O jornalista não acredita nesta baboseira. “Sem foro privilegiado, o falante Geddel Vieira também ficou mais próximo da fila das delações. Quem conhece o jacaré sabe o estrago que sua boca pode causar”.

Em tempo: O oportunista Geddel Vieira, amigo carnal de Michel Temer, tem outros apelidos curiosos. O mesmo Lúcio Funaro já o chamou de “porco folgado” numa mensagem enviada ao ex-vice-presidente da CEF. Já na lista de propina da Odebrecht, ele aparece com a alcunha “Babel” – e teria recebido R$ 1,5 milhão da empreiteira. Talvez ele receba mais algum apelido dos amigos do presídio caso seja punido por suas históricas falcatruas. A conferir!

Cármen Homologa Delações. Pânico no Covil!

Por Altamiro Borges
Numa decisão inesperada, a ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), homologou na manhã desta segunda-feira (30) as 77 delações da construtora Odebrecht no âmbito da midiática Operação Lava Jato. Ela, porém, decidiu manter o sigilo dos depoimentos prestados pelos executivos da empreiteira. Na semana passada, os juízes auxiliares da equipe do ministro Teori Zavascki, falecido em 19 de janeiro, encerraram as audiências com os delatores. A homologação é a última etapa para que o acordo de delação premiada seja validado juridicamente.
O anúncio da homologação deve aumentar o clima de pânico em Brasília e a instabilidade política no Brasil. Há quem afirme que mais de 100 parlamentares são citados como beneficiários da poderosa empreiteira, que pagou propinas milionárias para viabilizar os seus projetos bilionários. Entre os acusados de envolvimento no esquema estão vários integrantes do covil golpista – inclusive o próprio usurpador do poder. O nome do Judas Michel Temer surge 43 vezes no documento do acordo de delação premiada de Cláudio Melo Filho, ex-vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht.
Já o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, é mencionado 45 vezes, e Moreira Franco, secretário de Parceria e Investimentos do governo Temer, 34. O ex-ministro Geddel Vieira Lima, que recentemente foi defecado do covil, aparece em 67 trechos. E o líder do governo no Congresso Nacional, Romero Jucá (PMDB-RR) – outro defenestrado do ministério – tem 105 menções. Além da quadrilha peemedebista, as delações preliminares que já vazaram também atingem tucanos de alta plumagem, como o “santo” Geraldo Alckmin, o “mineirinho” Aécio Neves e o “careca” José Serra.
Até hoje, como exceção do “boca de jacaré” Geddel Vieira, nenhum destes políticos – que lideraram o “golpe dos corruptos” para “estancar a sangria” das investigações – foi incomodado pelo juiz Sergio Moro, chefão da midiática Lava-Jato. Pelo contrário. O “justiceiro” nem se acanhou em ser fotografado ao lado do “mineirinho” numa festança da revista “QuantoÉ”. Com a decisão da ministra Cármen Lúcia de homologar as 77 delações da Odebrecht pode ser que este quadro de seletividade e injustiça se altere. Pode ser! A conferir os desdobramentos inflamáveis nos próximos dias.

Aébrio, o Enganador.

247 – Quem não se lembra da atitude do senador Aécio Neves (PSDB-MG) após perder as eleições presidenciais de 2014? Um dia depois da derrota, ele e seus aliados já anunciavam uma ação no Tribunal Superior Eleitoral para anular o resultado, agindo como crianças mimadas, incapazes de aceitar uma frustração.

A ação andou e caiu nas mãos do ministro Hermann Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral, que pretende apenas anexar as delações da Odebrecht para pedir a cassação da chapa Dilma-Temer. Tais delações, segundo Benjamin, comprovariam que o PMDB também se beneficiou de doações ilícitas na disputa presidencial de 2014.

Ocorre que, no meio do caminho, Aécio, que se aliou a Eduardo Cunha para promover a política do quanto pior, melhor, conseguiu finalmente derrubar a presidente Dilma Rousseff, por meio de um golpe parlamentar.

Como Michel Temer chegou ao poder graças a essa articulação, o PSDB levou um pedaço gigantesco do Estado brasileiro: o Itamaraty, com José Serra, a Justiça, com Alexandre de Moraes, as Cidades, com Bruno Araújo, e a Petrobras, com Pedro Parente.

Nada desprezível para um partido que perdeu as eleições presidenciais, mas conseguiu tomar o poder no tapetão.

Pois bem: agora, segundo noticia a revista Época, da Globo, o PSDB quer fazer de tudo para travar a ação no TSE. A ordem seria até pedir a convocação de novas testemunhas, numa autêntica chicana processual.

Só não se sabe se o ministro Hermann Benjamin, relator do caso no TSE, aceitará ser passado para trás pelo PSDB, depois de todo o trabalho que fez até agora.

Em tempo: Aécio, que articulou o golpe que quebrou a economia brasileira, está prestes a ser alvo de uma nova denúncia, desta vez por propinas na Cidade Administrativa de Minas Gerais

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Quem Corrompe os Corruptos?

Eike: quem corrompe os corruptos?

Moro deve consultar Daniel Dantas, o ínclito banqueiro

A prisão de Eike Batista, o gato morto, imediatamente após o recesso do Judiciário, parece o capítulo "Lava Jato, o Retorno!"

O Conversa Afiada gostaria, modestamente, de sugerir, uma nova "força-tarefa" do Dr. Moro: pegar todos os corruptores de corruptos.

Aparentemente, Eike sempre Eike, como diz aquele colonista da Globo Overseas Investment BV, Eike Batista jamais exerceu um cargo público. Portanto, ele não roubou o Erário.

Ele é da extensa categoria dos que corrompem o ladrão de dinheiro público, no caso o Serginho Cabral.

Serginho Cabral roubou muito - era um cleptomaníaco, desde sub-do-sub na política do Rio.

Porém, não roubou mais do que o conjunto da obra da Privataria Tucana, a maior roubalheira da História do Capitalismo brasileiro!

Portanto, Eike e Cabral devem ser medidos na régua da proporcionalidade.

Com o mesmo zelo cívico, e com a mesma régua, é preciso persuadir o cachalote, que se prepara para quebrar os bancos, de que é preciso começar a prender os corruptores de corrruptos - os Eikes da vida!

O ponto de partida deve ser a pioneira investigação sobre crimes do colarinho branco, realizada pelo inesquecivel dr. Paulo Lacerda: quem financiava o PC Farias?

No topo da lista - desde então - a Andrade Gutierrez!

Em seguida, a Votorantim, do saudoso dr. Antônio Ermírio de Moraes.

Daí, se puxaria o fio dessa meada de celebridades do capitalismo brasileiro: o empresário que jamais corrompeu um ladrão do Erário que jogue a primeira pedra!

Sempre com o republicano intuito de contribuir para a erradicaçao da corrupção, o ansioso blogueiro sugere ao Dr. Moro convocar o ínclito banqueiro Daniel Dantas para colaborar.

Como se sabe, Daniel Dantas dedicou boa parte de sua generosa carreira a estudar os crimes de colarinho branco.

Mais do que o Dr. Moro, ele analisou, em profundidade, os meandros, as sutilezas, os subterfúgios que o criminoso de colarinho branco usa para subornar agentes de função pública.

Como se fosse um amicus curiae, o imaculado banqueiro podia ser um instrumento da moralização dos costumes!

E ajudar a erradicar a corrupção.

Já que outra não é a missao do Moro (depois de impedir que o Lula seja candidato em 2018)!

PHA

Aonde Vamos Parar?

Bem a propósito, veio o contundente Editorial assinado por Mino Carta, na CartaCapital de 01/02/2017 (página 12), intitulado Aonde vamos parar?, do qual destaquei:

Depois de contribuir para o golpe, a Lava Jato provoca a discórdia entre os golpistas e adensa o caos reinante - O destino do Brasil depende da Lava Jato, ao menos de imediato... Ao contrário do que trombeteou a propaganda da mídia nativa, a República de Curitiba não veio para erradicar a corrupção, e sim para demolir um partido e um setor industrial vital para o País...

No Brasil, a corrupção é endêmica. Os governos tornaram-se reféns do poderio das empreiteiras [aliás, o mundo todo; quem duvidar, consulte o livro Confissões de um Assassino Econômico, de John Perkins], ao sabor da antiga regra pela qual "é dando que se recebe", desde o mandato de Juscelino Kubitschek. A ditadura não deixou por menos, bem como so governos da chamada redemocratização...

...a corrupção na Petrobras... começa no tempo do ditador Ernesto Geisel. Foi ele quem entregou a empresa petrolífera a um predador chamado Shigeaki Ueki [conhecido na época como o "Japonesinho do Geisel"], o qual cobrava 1 dólar sobre cada barril produzido ou comprado, em proveito dos seus próprios bolsos...

Aos tucanos foi reservado um tratamento especial [na Lava Jato]. Há uma lógica na operação: o PSDB é perfeito representante e intérprete dos interesses da casa-grande, haja vista, por exemplo, o comportamento do chanceler José Serra.
O governo de Fernando Henrique Cardoso foi o mais corrupto de todos os tempos, tudo indica, entretanto, que até aí a República de Curitiba não chega, ou o faz com extrema cautela, na ponta dos pés...

O juiz Moro, de todo modo, cumpriu sua missão com empenho total e a assessoria de especialistas eméritos, como CIA, FBI e DEA, por cujos escritórios o nosso herói circula mensalmente [o que nos faz pensar que a denominação mais adequada deveria ser algo como República de Curitiba/Estados Unidos].
E não esqueçamos o desempenho, também missionário, de um grupo mde promotores milenaristas, discípulos de Pedro, o Eremita, a pregar cruzadas de inspiração divina. A atuação da turba acusadora é exemplar da penúria intelectual destes nossos tristes trópicos, como diria Lévi-Strauss.

Uma estranha contradição, a seu modo cômica, emerge da Lava Jato, por tempo largo a contribuir para o cerco a Dilma Rousseff e ao PT e agora a colocar em campos opostos os golpistas de 2016... Quem é contra e quem é a favor da Lava Jato? Fácil identificar muitos dos envolvidos, de um lado e de outro, sem exclusão de Gilmar Mendes e Rodrigo Janot, cujas posições transcendem o óbvio.

Ambígua a mídia, em cima do muro, pronta apenas a engrandecer tudo quanto prejudica Lula e seu partido. Em meio ao combate... Temer vai em frente com os programas nefastos desejados pela casa-grande, mas não dissipa a incógnita: aonde vamos acabar? A risco todos os envolvidos, e a primeira vítima é o Brasil.

Sabemos que o propósito final da Lava Jato é eliminar Lula da corrida presidencial de 2018 [pra começo de conversa], e este objetivo reúne todos aqueles que se digladiam pelo poder. Condenar o ex-presidente por ser dono de um apartamento que não lhe pertence, como está fartamente provado, talvez fosse estopim de agitação social.
Decerto, seria a prova definitiva de que no Brasil a Justiça não existe. Martinho

Defesa de Lula Pede Anulação do Processo Sobre Triplex

Defesa de Lula pede ao TRF-4 que anule processo sobre triplex

Por Tadeu Rover

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de sua mulher, Marisa Letícia, impetrou pedido de Habeas Corpus no Tribunal Regional Federal da 4ª Região solicitando a anulação de todo o processo do triplex em Guarujá (SP), sob o argumento de que o juiz federal Sergio Moro não poderia analisar o caso.

Os advogados Cristiano Zanin Martins, Roberto Teixeira, José Roberto Batochio e Juarez Cirino dos Santos questionam a parcialidade de Moro por vários atos desde 2016, como o recebimento da denúncia e o comportamento do juiz nas audiências. Também apontam condutas fora dos autos, como a participação em eventos do atual prefeito de São Paulo, João Dória (PSDB).

Segundo o Ministério Público Federal, Lula e Marisa Letícia usaram "artifícios ardilosos" para esconder a posse do triplex, o que consistiria em lavagem de dinheiro, ganhando da OAS reformas, decoração e eletrodomésticos. Em setembro, o juiz considerou as provas apresentadas suficientes para a abertura de ação penal. Já os advogados negam irregularidades e inclusive a propriedade do imóvel.

De acordo com a defesa, Moro e procuradores da República que integram a força-tarefa da "lava jato" decidiram que Lula seria o alvo e, a partir de então, houve um sucessivo empenho para construir provas de um crime que jamais teria ocorrido.

Parte dos fatos relacionados são os mesmos já expostos pela defesa de Lula em representação no Conselho de Direitos Humanos da ONU e em exceção de suspeição protocolada em julho de 2016. Nessas ações a defesa afirma que Moro autorizou ilegalmente a condução coercitiva do ex-presidente em março de 2016; vazou materiais confidenciais para a imprensa e divulgou ligações interceptadas; e acusou o ex-presidente doze vezes em documento enviado ao Supremo Tribunal Federal.

Atos processuais
Decisões e atitudes de Moro no processo também fizeram com que a defesa de Lula e Maria Letícia questionasse a parcialidade. No recebimento da denúncia, narram os advogados, o juiz reconheceu que a acusação não descrevia corretamente a individualização das responsabilidades, mas ao invés de considerá-la inapta, o juiz a recebeu e disse que seriam necessários esclarecimentos.

Além disso, os advogados relatam também que, nas audiências de instrução, o juiz permitiu perguntas que extrapolavam o objeto da denúncia e até abriu espaço para que os advogados e Lula fossem ofendidos.

Durante seu depoimento como testemunha, o zelador do prédio onde está localizado o triplex falou que o ex-presidente e seu advogado são "um bando de lixo". Moro, segundo a defesa, não fez qualquer intervenção efetiva para coibir os insultos, apenas dizendo: "Não é o momento de ofender ninguém aqui". O episódio acabou com Moro ironizando a tática da defesa de Lula, após pedir desculpas para a testemunha e, em nenhum momento, para o advogado ou Lula.

Livros e política
Para a defesa, a parcialidade do juiz também é demonstrada diante da participação em lançamento de um livro sobre a ainda inacabada operação "lava jato" e em eventos políticos antagônicos ao ex-presidente, entre eles eventos promovidos pelo então candidato tucano à prefeitura de São Paulo João Dória.

"Ressalte-se que o ponto em questão não é se os referidos eventos dos quais o MM. Juiz Federal da 13ª Vara Federal de Curitiba frequentemente participa são ou não eventos políticos em sentido estrito. O fato é que, ao comparecer e se encontrar repetidamente em eventos com pessoas que são - notoriamente - adversárias políticas do Primeiro Paciente (Lula), e nunca o contrário, o MM. Juiz Federal da 13ª Vara Federal de Curitiba revela quais são suas reais inclinações: contra Lula e contra o Partido dos Trabalhadores", diz trecho do pedido.

Em outubro, ao analisar exceção de suspeição, Moro já negou parcialidade e disse que nenhum dos eventos citados constitui evento político, pois foram organizados principalmente por órgãos da imprensa.

É Preciso Levantar o Sigilo

Duvido que ela ou algum outro ministro do STF levante o sigilo dessas delações, por um simples motivo: além de liquidar com a república dos golpistas, principalmente com seu círculo de comandantes, tais como Temer, Zé Serra, Aécio, Renan, Jucá, Padilha, Rodrigo Maia, Eduardo Cunha, Sérgio Machado, José Sarney, ainda inclui grandalhões togados, a serem verdadeiras as informações publicadas em diversos órgãos da imprensa e na blogosfera. Acho que essas delações serão preservadas para serem utilizadas como barganha, caso necessário seja. Tarcílio

NÃO BASTA HOMOLOGAR, DRA CÁRMEN LÚCIA. É PRECISO LEVANTAR O SIGILO

Ao que tudo indica, as 77 delações da Odebrecht, que implicam Michel Temer e vários de seus ministros, além de diversos parlamentares e governadores, serão homologadas pela presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, entre segunda e terça-feira; no entanto, para honrar a memória do ministro Teori Zavascki, que morreu num desastre aéreo antes de concluir seu trabalho, a presidente do STF deve também seguir outro procedimento que seria adotado por seu colega: levantar o sigilo das 77 delações; só assim a sociedade brasileira saberá toda a extensão dos esquemas da Odebrecht, sem ficar à mercê de vazamentos seletivos, que podem dar margem à politização da Justiça.

247 – A morte trágica do ex-ministro Teori Zavascki, num desastre aéreo que ainda não foi devidamente esclarecido, não serviu para conter a Lava Jato ou, como disse o senador Romero Jucá (PMDB-RR), um dos arquitetos do golpe contra a democracia brasileira, para estancar a sangria.

Nos últimos dias, juízes auxiliares de Teori tomaram os depoimentos dos 77 delatores da Odebrecht, para que eles confirmassem o teor de seus depoimentos.

Portanto, a presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, já reúne plenas condições de homologar todas as delações antes do fim do recesso do Poder Judiciário, que termina na terça-feira 31.

Ao que tudo indica, esta decisão será tomada nesta segunda-feira ou, no máximo, na terça.

As delações da Odebrecht servirão para comprovar que o golpe nada mais foi do que uma reação de políticos corruptos contra uma presidente honesta, Dilma Rousseff, que não conteve a Lava Jato.

Será possível confirmar, por exemplo, que Michel Temer pediu e recebeu R$ 10 milhões do departamento de propinas da Odebrecht (leia aqui), que José Serra recebeu R$ 23 milhões desse mesmo departamento numa conta suíça (leia aqui) e que o senador Aécio Neves tinha despesas pessoas pagas pela empreiteira, por meio de seu marqueteiro (leia aqui).

No entanto, para honrar a memória do ministro Teori Zavascki, que morreu num desastre aéreo antes de concluir seu trabalho, a presidente do STF deve também seguir outro procedimento que seria adotado por seu colega: levantar o sigilo das 77 delações.

Só assim a sociedade brasileira saberá toda a extensão dos esquemas da Odebrecht, sem ficar à mercê de vazamentos seletivos, que podem dar margem à politização da Justiça.

Os Mistérios das Delações

Espero que não demore muito, e Marcelo Odebrecht, livre, leve, solto (como na canção), decida contar tudo o que viu, e sabe, sobre os bastidores da Lava Jato. O seu acervo de conhecimentos deverá compor um alentado bestseller. Seu depoimento - este sim, espontâneo - representará uma contribuição muito importante quando se for passar o Brasil a limpo. Martinho

A resposta a essa pergunta é muito simples e está na cara. Marcelo, além de não delatar Lula, certamente por não haver do que acusá-lo, ainda delatou um monte de golpistas, tanto do PMDB, como do PSDB e do DEM. Isto é, cometeu pecado mortal no entendimento dos delegados, procuradores e juízes lavajatenses. Tarcílio

Brito: por que Moro mantém Marcelo em cana?

Homologação de delações tem mistérios que começarão a vir à tona

Janio de Freitas, que pratica o hoje incômodo hábito de apontar o que não faz sentido, mas é engolido solenemente por nossa mídia, registra que um dos auxiliares do finado Teori Zavascki, o juiz Márcio Schiefler Fontes foi cumprir em Curitiba a formalidade de ouvir Marcelo Odebrecht, sobretudo, nesta indagação obrigatória: fez sua delação premiada por “vontade própria?”

Foi, claro. Depois de um ano e quatro meses na prisão, sem ser ouvido até que se mostrasse disposto a fazer a delação desejada pelo juiz e pelos procuradores –estes detentores, eles sim, de vontade imprópria, completa Janio.

Some agora o conteúdo de uma pequena nota publicada por Lauro Jardim, hoje:

“Marcelo Odebrecht está rompido com os pais e as irmãs”

Há dois submundos nesta história das delações.

Um, o que elas revelam de verdade, o submundo da política, dos políticos e dos governos.

Por exemplo: é verossímil que Michel Temer tenha pedido R$ 10 milhões ao próprio Marcelo Odebrecht, em pleno Palácio do Jaburu sem que, antes, outros pedidos já lhe tivesse encaminhado, por pessoas interpostas, com sucesso? Será que um vice-presidente da República iria pedir, assim, “na lata”, dinheiro a um megaempresário?

Marcelo Odebrecht dirá algo sobre isso? O mesmo vale para “Botafogo”, Rodrigo Maia, e “Índio”, Eunício Oliveira, às vésperas de suas confirmações como presidentes da Câmara e do Senado, embalados pela sabujice geral de deputados e senadores mergulhados até o pescoço em cumplicidades e mediocridades, vão conseguir impor facilmente as degolas sociais mandadas por “MT”, que subirá muitos degraus na escada de citações pelos delatores?

E outros, muitos outros.

O segundo submundo, que um dia virá à tona com toda a sua crueza é o jogo de chantagens e direcionamentos contidos nesta seara podre das delações, onde está evidente que Marcelo Odebrecht foi coagido – por Moro, que o manteve preso; pelo MP, que o queria dócil e pela família, que queria salvar o possível de seu império – a ponto de pressionar aquele que vivia a pressão de mais de um ano de encarceramento.

Talvez um bom motivo para Sérgio Moro, ao contrário do que fez com os demais, ainda mantê-lo, após a delação, nas masmorras de Curitiba.