domingo, 31 de julho de 2016

"Dedazo": Moro, Prende o Lula, Por Favor

"DEDAZO": MORO, PRENDE O LULA, POR FAVOR!
http://www.conversaafiada.com.br/politica/201cdedazo201d-moro-prende-o-lula-por-favor

“Dedazo”: Moro, prende o Lula, por favor!

De dentro da cadeia, Lula vai dizer “é este“!
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publicado 31/07/2016
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O ansioso blogueiro abatia uma pizza na privilegiada companhia dos professores Gilberto Bercovici e José Francisco Siqueira Neto, que tentaram salvar as empresas que o Moro vai enterrar na mesma cova em que depositará os ossos dos bancos.

Falávamos da sinuca de bico em que o Lula meteu o Senado, o Moro e o Supremo, com o recurso à ONU para não ser “justiçado” no Brasil, como diz o professor Luiz Moreira.

Tacada de mestre!
Internacionalizar o Golpe.
Traduzir o Golpe para o Inglês.

E só Lula podia fazer isso: botar o bum-bum do Golpe (e do Moro) na vitrine do mundo.

Mostrar que o rei está nu.

A pizza adquiria, então, sabores adicionais.

Até que se discutiu se, diante da janela da ONU, o Moro – ou algum juiz alucinado – teria a coragem de prender o Lula.

E se admitiu a hipótese de isso ser uma boa ideia!

Apenas uma hipótese!

O Moro prender o Lula é uma ótima ideia, pensando bem.

O Dr. Moro, quando estudou nos Estados Unidos, deve ter aprendido sobre o Partido Revolucionário Institucional – um oxímoro em si mesmo -, o PRI, que governou o México de 1929 a 1982, e construiu a incorporação definitiva do México aos Estados Unidos.

O PRI voltou ao poder em 2012, com Peña Nieto, e a primeira coisa que ele fez foi entregar a PEMEX às empresas petroliferas americanas, como fez o Pedro Parente, aqui: vendeu por 8 o que valia 22, como demonstrou o Fernando Brito.

É tudo a mesma sopa, diria o Mino.

Mas, o Dr. Moro deve ter aprendido também, lá nos Estados Unidos, como é que funcionavam as eleiçoes no México.

Com o “dedazo”.

O presidente escolhia o sucessor: é este!

Apontava o dedo e não perdia uma eleição (na verdade, ganhava com 70% dos “votos”.)

Era a “ditadura perfeita”, a que se referiu o Vargas Llosa.

A expressão “dedazo” adquiriu carater pejorativo, é claro, mas, num contexto diverso, descreve o que acontece no Brasil.

O “dedazo” do Lula escolheu a Dilma, porque as possibilidades originais, Palocci e Dirceu, foram detonadas pelo Golpe PiG-Judiciário e, de certa forma, os dois se destruíram mutuamente.

O “dedazo” fez a Dilma.

E fará de novo, com muito mais precisão e garantia.

De dentro da cadeia, Lula vai dizer “é este“!

A mobilização popular será gigantesca – diante do “justiciamento” do Lula - e o Lula elegerá quem escolher.

A dedo!

Por isso que os Golpistas preparam o Golpe do Gilmar (PSDB-MT).

Dar o poder ao Padim Pade Cerra, indiretamente.

E eles acham que o povo não vai perceber …

(E o povo vai tomar chopp de graça!)

PHA

Pimenta Defende Ação de Lula na ONU Contra Abusos de iMoro

PIMENTA DEFENDE AÇÃO DE LULA NA ONU CONTRA MORO

RS 247 – "Moro e sua força-tarefa buscam condenações por corrupção a qualquer preço. O Juiz já escreveu artigos e proferiu palestras onde defende que deve ser estimulada uma hostilidade pública contra pessoas investigadas para, em seguida, fortalecer a acusação e chegar-se a condenações mais facilmente. Para isso, abusa das prisões sem condenação e das conduções coercitivas, a fim de, em conluio com a mídia parcial, destruir a imagem pública de pessoas, num escracho semelhante ao praticado nos tempos da Santa Inquisição", diz o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), em nota pública divulgada neste sábado. Leia abaixo:

NOTA PÚBLICA SOBRE PETIÇÃO DE LULA À ONU CONTRA ABUSOS DE MORO

O ex-presidente Lula, por meio de seus advogados, apresentou petição ao Comitê de Direitos Humanos da ONU, na última quinta-feira (28), por ser vítima de abuso de poder do Juiz Sergio Moro, sendo cúmplices desse abuso os Procuradores da República, que também atuam na chamada força-tarefa.

Essa medida tem fundamento no Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos. Vários dispositivos desse Pacto foram violados, e, por ter o Brasil ratificado esse Pacto, é um direito do cidadão brasileiro recorrer ao Comitê de Direitos Humanos da ONU quando os remédios jurídicos internos não forem capazes de afastar tais violações.

Os advogados de Lula apontam que foram violadas por Moro seis garantias previstas no Pacto. São elas: a proteção contra a prisão ou detenção arbitrária; o direito a um tribunal independente e imparcial; direito de ser presumido inocente até que se prove a culpa por lei; a proteção contra interferências arbitrárias ou ilegais na privacidade, família, lar ou correspondência, e contra ofensas ilegais à honra ou reputação.

Sob a suposta inspiração de se combater a corrupção, Moro está conduzindo um processo de perseguição ao Partido dos Trabalhadores e ao ex-presidente Lula. São negados direitos fundamentais – ampla defesa, presunção da inocência, imparcialidade da jurisdição e o princípio do juiz natural – e tem-se um evidente abuso de poder, o que causará sequelas graves ao sistema de justiça brasileiro, à Democracia e ao Estado de Direito.

Moro e sua força-tarefa buscam condenações por corrupção a qualquer preço. O Juiz já escreveu artigos e proferiu palestras onde defende que deve ser estimulada uma hostilidade pública contra pessoas investigadas para, em seguida, fortalecer a acusação e chegar-se a condenações mais facilmente. Para isso, abusa das prisões sem condenação e das conduções coercitivas, a fim de, em conluio com a mídia parcial, destruir a imagem pública de pessoas, num escracho semelhante ao praticado nos tempos da Santa Inquisição, e, assim, construir uma imagem própria de “salvador da pátria”. Até série da Netflix Moro vai ganhar.

Não somos, nós e Lula, contra as investigações da operação Lava Jato. Queremos, apenas, uma justiça imparcial.

Não pode o Estado brasileiro conceber que a magistratura criminal, presumidamente independente e imparcial, seja exercida por Moro numa permanente ação investigatória e de combate ativo ao crime.

A independência do Poder Judiciário é preceito constitucional, decorrente da separação dos Poderes, e é capital para o funcionamento do Estado. É, no entanto, um lado da moeda. Do outro lado temos a imparcialidade do Poder Judiciário. Independência e imparcialidade estão diretamente relacionadas e andam juntas. Ou deveriam, pois no caso de Moro, não temos essa relação, falta-lhe imparcialidade.

A condução da operação Lava Jato é calcada


em um uso abusivo dos institutos da prisão provisória e da colaboração premiada, em vazamentos seletivos de informações sigilosas e de documentos e em um perverso acordo com a grande mídia para pré-julgamento dos investigados.

Tomando-se esses episódios de evidente desvio, abuso sistemático de poder e desrespeito a garantias constitucionais – como ocorrido nos tempos mais nefastos da história humana –, pode-se dizer que o sistema penal brasileiro se presta para o desenvolvimento do fascismo. É contra isso que Lula recorre à ONU e é por isso que manifestamos nosso apoio à medida do ex-presidente Lula.

Paulo Pimenta
Deputado Federal – PT/RS

Está Ficando Ridículo e Surreal…

Jose da Luz Tenorio

30 anos virando a vida do avesso do Lula e até agora só encontraram dois pedalinhos...
E cadê as contas na suíça do Lula?
E cadê as contas “trust” do Lula?
E cadê as obras de arte do Lula?
E cadê as pedras preciosas do Lula?
E cadê os iates do Lula?
E cadê os helicópteros do Lula?E cadê os jatinhos do Lula?
E cadê as Ferraris do Lula?
E cadê as mansões do Lula?
E cadê os apartamentos nos Jardins do Lula?
E cadê os apartamentos em Miami do Lula?
E cadê a “Tropa de Choque” do Lula?
E cadê os apartamentos em Nova York em Paris do Lula?
E cadê os petistas delatados?
E cadê as contas do HSBC?
E cadê os telegramas da CIA?
E cadê os 450 kg de coca do Lula?
E cadê a delação do Machado?
E cadê a FRIBOI Lula?
E cadê a Oi do Lula?
E cadê a Fazenda no Pará do Lula?
E cadê a LISTA DE FURNAS do Lula?
E cadê a LISTA DA ODEBRECHT do Lula?
E cadê o ENRIQUECIMENTO ILÍCITO do Lula?
E cadê o BANESTADO do Lula?
E daí será que valeu a pena DESTRUIR um país por causa de dois pedalinhos??????
E daí será que valeu a pena 12 milhões de desempregados por causa de um tríplex imaginário?????
Alguém duvida que o Moro loide não seja mais rico do que o Lula?
Alguém duvida que não seja perseguição política?
Alguém duvida que não seja ABUSO DE PODER?
Alguém duvida que a situação ficou RIDÍCULA?
Alguém duvida que a PF não esteja gastando RIOS DE DINHEIRO nessa palhaçada?
Moro não têm moral para prender o Lula?
Por isso e pela pátria domingo 31 todos nas avenidas do Brasil pelo FORA TEMER / FORA MORO.

Traíra Abriu Espaço Para Contestação do Golpe

MOLICA: TRAÍRA ABRIU ESPAÇO PARA CONTESTAÇÃO DO GOLPE

http://www.brasil247.com/pt/247/poder/246760/Molica-Temer-abriu-espa%C3%A7o-para-contesta%C3%A7%C3%A3o-do-golpe.htm

"Ao dizer que o processo não é jurídico, mas político, Temer abre margem para a contestação da legalidade do processo de impeachment. Mais: ele pendura uma espada na direção do pescoço dos futuros presidentes, que terão seus mandatos ameaçados caso percam as tais 'condições políticas'. Pendura uma espada na direção do próprio pescoço. O regime brasileiro não é parlamentarista, não custa lembrar", diz o jornalista Fernando Molica; "A declaração de Temer transforma os próximos ocupantes do Planalto em reféns dos deputados e senadores. O presidente passará a ser um mero viabilizador dos desejos e interesses dos parlamentares"

POR FERNANDO MOLICA, EM SEU BLOG

Na entrevista de hoje a correspondentes estrangeiros, Michel Temer, segundo a Folha, disse o seguinte:

"Essa questão do impeachment no Senado não depende da nossa atuação. Depende da avaliação política -não uma avaliação jurídica- que o Senado está fazendo. Nós não temos e não poderíamos ter influência nesse processo", afirmou.

E acrescentou: "Eu penso que o Senado vai avaliar as condições políticas de quem está hoje no exercício e de quem esteve no exercício da Presidência até um certo período."
O problema é que, segundo a lei que regula o impeachment, a de número 1.079, de 1950 ( http://www2.camara.leg.br/.../lei-1079-10-abril-1950-363423-n... ), o processo é jurídico . O texto da própria lei diz que ela define "os crimes de responsabilidade e regula o respectivo processo de julgamento."

Em linhas gerais, a lei separa crimes comuns dos crimes de responsabilidade - estes,que podem gerar o impeachment, são claramente definidos:

"Art. 4º São crimes de responsabilidade os atos do Presidente da República que atentarem contra a Constituição Federal, e, especialmente, contra:
I - A existência da União;
II - O livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário e dos poderes constitucionais dos Estados;
III - O exercício dos direitos políticos, individuais e sociais;
IV - A segurança interna do país;
V - A probidade na administração;
VI - A lei orçamentária;
VII - A guarda e o legal emprego dos dinheiros públicos;
VIII - O cumprimento das decisões judiciárias (Constituição, artigo 89)."

Em nenhum momento a lei inclui entre os crimes de responsabilidade a eventual incompetência do governante. Também não diz que a falta de "condições políticas" (expressão usada por Temer) é também motivo para que um presidente seja posto para fora.

O que o Senado tem que julgar, no caso específico, é se a Dilma violou a lei orçamentária, um dos pontos capazes de gerar o impeachment.

A lei fala em julgamento, define claramente os papéis da Câmara, do Senado e do presidente do STF. Diz que o Senado é "tribunal de julgamento".

"Art. 80. Nos crimes de responsabilidade do Presidente da República e dos Ministros de Estado, a Câmara dos Deputados é tribunal de pronúncia e o Senado Federal, tribunal de julgamento: nos crimes de responsabilidade dos Ministros do Supremo Tribunal Federal e do Procurador Geral da República, o Senado Federal é, simultaneamente, tribunal de pronúncia e julgamento.

Parágrafo único. O Senado Federal, na apuração e julgamento dos crimes de responsabilidade funciona sob a presidência do Presidente do Supremo Tribunal, e só proferirá sentença condenatória pelo voto de dois terços dos seus membros."

Ao dizer que o processo não é jurídico, mas político, Temer abre margem para a contestação da legalidade do processo de impeachment. Mais: ele pendura uma espada na direção do pescoço dos futuros presidentes, que terão seus mandatos ameaçados caso percam as tais "condições políticas". Pendura uma espada na direção do próprio pescoço. O regime brasileiro não é parlamentarista, não custa lembrar.

A declaração de Temer transforma os próximos ocupantes do Planalto em reféns dos deputados e senadores. O presidente passará a ser um mero viabilizador dos desejos e interesses dos parlamentares.

Depois do Impeachment

JEFERSON MIOLA

O mês de agosto deste 2016 reserva uma decisão de importância capital para o futuro do Brasil: o impeachment fraudulento da Presidente Dilma ou será derrotado ou será aprovado no Senado da República.

A evocação de outros agostos dramáticos da história do país é inevitável. Na madrugada de 24 daquele agosto de 1954, os fascistas ancestrais dos golpistas de hoje, portadores de idênticos propósitos anti-nação e anti-povo que os atuais, levaram Getúlio Vargas ao suicídio.

No 25 de agosto de 1961, a mesma oligarquia golpista que perpetra o golpe atual tentou impedir que o vice-presidente João Goulart substituísse o ex-presidente Jânio Quadros, que havia renunciado ao mandato. Foi, porém, derrotada pela Campanha da Legalidade dirigida pelo então governador gaúcho Leonel Brizola, que garantiu a posse de Jango na Presidência.

Em agosto próximo, a votação da farsa do impeachment no Senado terá obrigatoriamente um desfecho: ou vence a democracia e a Constituição, ou vencem os golpistas conspiradores.

O resultado deste processo definirá o ambiente e o padrão da luta política no país para o próximo período. Na eventualidade de se consumar o golpe de Estado, o papel reservado às forças de esquerda, progressistas e democráticas deverá ser do combate permanente e sem concessões ao governo usurpador.

O golpe de Estado cria uma circunstância excepcional, de ruptura da ordem democrática e constitucional vigente – que só é disfarçada como “normalidade institucional” pela cobertura do Poder Judiciário aos conspiradores. Um governo usurpador, que assalta o Poder com um golpe de Estado, não merece sofrer a oposição institucional e parlamentar convencional, porque deve ser denunciado e combatido com vigor, durante todo o tempo que durar a ilegitimidade, até que a democracia e a Constituição sejam restauradas.

O objetivo dos golpistas é executar rapidamente o plano nefasto que jamais seria sufragado nas urnas: acabar com os direitos trabalhistas e previdenciários; destruir o SUS, as políticas sociais e o sistema de educação; entregar as riquezas, o petróleo e as terras do país a estrangeiros; subordinar o Brasil aos interesses das potências e transferir a renda pública nacional para a especulação financeira internacional.

Michel Temer, ironicamente, tem manifestado o desejo de conversar com Lula uma vez consumado o golpe. Uma frase resume a mensagem que o presidente usurpador deveria ouvir: não há diálogo com conspiradores; há muita resistência, luta popular e combate sem trégua aos golpistas!

Na eventualidade de derrota do impeachment, Dilma reassume o mandato que começou a ser ilegalmente interrompido na decisão da “assembléia geral de bandidos comandada por um bandido chamado Eduardo Cunha”, como define a imprensa internacional a deplorável sessão de 17 de abril da Câmara dos Deputados.

Nos círculos da resistência democrática, discute-se se Dilma, uma vez reassumindo o mandato, deveria propor a realização de plebiscito no qual o povo decidiria a respeito da antecipação da eleição presidencial. Na prática, esta proposta tem o mesmo efeito do golpe, ou seja, a subtração de tempo do mandato conferido a ela por 54.501.318 brasileiros/as.

Seria impensável o Brasil assumir a punição implacável que o governo da Turquia aplicou aos golpistas derrotados daquele país. A ausência de castigo severo aos golpistas, por outro lado, deixa a democracia brasileira em permanente suspense; deixa a ordem democrática à mercê do animus golpista que de tempos em tempos – ou, de agostos em agostos – brota do DNA da oligarquia golpista. A impunidade é nefastas para a democracia.

O Fascismo e Sua Imbecilidade Ilógica

MAURO SANTAYANNA

Célebre por seus estudos sobre a França de Vichy, Robert Paxton dizia que o fascismo se caracteriza por uma sucessão de cinco momentos históricos: a criação de seus movimentos; o aparelhamento do setor público; a conquista do poder legal; a conquista do Estado; e, finalmente, a radicalização dos fins e dos meios - incluída a violência política - por intermédio da guerra.

O fascismo de hoje se disfarça de "liberalismo" no plano político e de neoliberalismo no plano econômico.

Seu discurso e suas "guerras" podem ser dirigidos contra inimigos externos ou internos.

E sua verdadeira natureza não pode ser escondida por muito tempo quando multidões uniformizadas, quase sempre com cores e bandeiras nacionais, descobrem "líderes" dispostos a defender o racismo, a ditadura, o genocídio e a tortura.

Que, quase sempre, são falsa e artificialmente elevados à condição de deuses vingadores.

E passam a ter seus rostos exibidos em camisetas, faixas, cartazes, por uma turba tão cheirosa quanto ignara, irrascível e intolerante, que os exalta com os mesmos slogans, em todos os lugares.

Repetindo sempre os mesmos mantras anticomunistas toscos, "reformistas" e "moralistas", contra a política e seus representantes - o "perigo vermelho", a "corrupção" e os "maus costumes".

Uma diatribe que lembra as mesmas velhas promessas e "doutrina" de apoio a outros "salvadores da pátria" do passado - que curiosamente costumam aparecer em momentos de "crise" aumentados intencionalmente pela mídia, ou até mesmo, a priori, fabricados - como Hitler, Mussolini, Salazar e Pinochet, entre muitos outros.

Não importa que as "bandeiras", como a do combate à corrupção - curiosamente sempre presente no discurso de todos eles - sejam artificialmente exageradas.

Não importa que, hipocritamente, em outras nações, o que em alguns países se condena, seja institucionalizado, como nos EUA, por meio da regulamentação do lobby e do financiamento indireto, e bilionário, de políticos e partidos por grandes empresas.

Nem importa, afinal, que a Democracia, contraditoriamente, embora imperfeita, aparentemente - por espelhar os defeitos próprios a cada sociedade - ainda seja, para os liberais clássicos, o melhor regime para conduzir o destino das nações e o da Humanidade.

Como ensina Paxton, na maioria das vezes os grupos fascistas iniciais sobrevivem para uma segunda fase, quando, como movimentos ou ainda como mera tendência, discurso ou doutrina - muitas vezes ainda não oficialmente elaborada - passam a se infiltrar e impregnar setores do Estado.

Esse é o caso, por exemplo, de "nichos" nas forças de segurança, no Judiciário e no Ministério Público, que passam então, também, a prestar dedicada "colaboração" ao mesmo objetivo de "limpeza" e "purificação" da Pátria.

Com o decisivo apoio de uma imprensa - normalmente dominada por três ou quatro famílias conservadoras, milionárias, retrógradas, entreguistas - que atua como instrumento de "costura" e "unificação" do "todo", por meio da pregação constante dos objetivos a serem alcançados e da permanente glorificação, direta ou indireta, do "líder" maior do processo.

Não por acaso, Mussolini e Hitler foram capa da Revista Time, o primeiro em 1923, o segundo em 1938, e de muitas outras publicações, em seus respectivos países, quando ainda estavam em ascensão. Não por acaso, nas capas de jornais e revistas, principalmente as locais, eles foram precedidos por manchetes sensacionalistas e apocalípticos alertas sobre o caos, a destruição moral e o fracasso econômico.

Mesmo que em alguns países, por exemplo, a dívida pública (líquida e bruta) tenham diminuído desde 2002; a economia tenha avançado da décima-quarta para a oitava posição do mundo; a safra agrícola tenha duplicado; o PIB tenha saído de 504 bilhões para mais de 2 trilhões de dólares; e, apesar disso, tenha sido reunida, entre dinheiro pago em dívidas e aplicações em títulos externos, a quantia de 414 bilhões de dólares em reservas internacionais em pouco mais de 12 anos.

Da fabricação do consentimento que leva ao fascismo, e às terríveis consequências de sua imbecilidade ilógica e destrutiva, não faz parte apenas a exageração da perspectiva de crise.

É preciso atacar e sabotar grandes obras e meios de produção, aumentando o desemprego e a quebra de grandes e pequenas empresas, para criar, por meio do assassinato das expectativas, um clima de terror econômico que permita tatuar a marca da incompetência na testa daqueles que se quer derrubar e substituir no poder, no futuro.

Criando, no mesmo processo, "novas" e "inéditas" lideranças, mesmo que, do ponto de vista ideológico, o seu odor lembre o de carniça e o de naftalina.

Como se elas estivessem surgindo espontaneamente, do "coração do povo", ou dos "homens de bem", para livrar a nação da "crise" - muitas vezes por eles mesmos fabricada e "vitaminada" - e salvar o país.

Afinal, é sempre com a velha conversa de que irá "consertar" tudo, corrigindo a desagregação dos costumes e os erros da democracia, que sempre apresenta como irremediavelmente, amplamente, podre e corrompida até a raíz - como Hitler fez com a República de Weimar - que o fascismo justifica e executa seu projeto de conquista e de chegada ao poder.

É com a desculpa de purificar a pátria que o fascismo promulga e muda leis - muitas vezes ainda antes de se instalar plenamente no topo - distorcendo a legislação, deslocando o poder político do parlamento para outros setores do Estado e para "lideres" a princípio sem voto.

É por meio de iniciativas aparentemente "populares", que ele desafia a Constituição e aumenta o poder jurídico-policial do Estado no sentido de eliminar, impedir, sufocar, o surgimento de qualquer tipo de oposição à sua vontade.

Para manter-se depois, de forma cada vez mais absoluta, no controle, por meio de amplo e implacável aparato repressivo dirigido contra qualquer um que a ele venha a oferecer resistência.

Aprimorando um discurso hipócrita e mentiroso que irá justificar a construção, durante alguns anos, de um nefasto castelo de cartas, do qual, no final do processo, sobrarão quase sempre apenas miséria, desgraça, destruição e morte.

É aí que está a imbecilidade ilógica do fascismo.

Tudo que eventualmente constrói, ele mesmo destrói.

Não houve sociedade fascista que tenha sobrevivido à manipulação, ao ódio e ao fanatismo de seus povos, ou ao ego, ambição, cegueira, loucura e profunda vaidade e distorção da realidade de "líderes" cujos sonhos de poder costumam transformar-se – infelizmente, depois de muito sangue derramado - no pó tóxico e envenenado que sobra das bombas, das granadas e das balas.