quarta-feira, 29 de junho de 2016

Esposa do Juiz Sérgio Moro

Tribuna da Imprensa de hoje, 29.06.16.

Esposa do juiz Sérgio Moro, através da "máfia das falências" dá prejuízo de bilhões ao Paraná.
Rosângela Moro, esposa do juiz implacável Sergio Moro, dá prejuízo de bilhões ao estado do Paraná. É claro que não cabe nenhuma responsabilidade ao juiz Sérgio Moro, conforme está previsto no “art. 5º, XLV da CF... preconiza que somente o condenado, e mais ninguém, poderá responder pelo fato praticado, pois a pena não pode passar da pessoa do condenado...”

Será que um juiz que, tido pela mídia como quem combate à corrupção, pode aceitar que a sua esposa pratique uma falcatrua dessas contra um estado falido? O juiz que ameaça até prender um ex-presidente, trancafia empresários poderosos, senadores e ministros e que chega ao absurdo de mandar grampear a presidente da República? Que ainda a acusa de deixar faltar dinheiro para operação Lava Jato, no que foi desmentido pela própria Policia Federal, que veio a público dizer que havia dinheiro de sobra na PF para financiar a Operação?

Esse juiz que aceita esse tipo de coisa da esposa chefia a lava Jato, cuja ação já resulta em mais de uma centena de milhares de demissões de trabalhadores, só dentro do Sistema Petrobrás!

Esse juiz condenou o ex-ministro José Dirceu a 23 anos de prisão sem qualquer prova material contra ele e ainda seqüestra a casa de sua mãe de 94 anos! Isso com um parecer, no mínimo inédito, elaborado pela ministra Rosa Weber, assessorada pelo mesmo Sérgio Moro, na AP 470 mensalão: “Não tenho prova cabal contra Dirceu – mas vou condená-lo porque a literatura jurídica me permite”. Se é tão implacável contra os petistas, condenado sem provas, permite esse desfalque aos cofres públicos pela sua esposa bem como nada fez com o mensalão do PSDB, que está prescrevendo sem julgamento, mesmo sendo anterior ao do PT! E ainda, na Lava Jato, nada faz contra os tucanos, apesar de delações inúmeras!

Mas voltando à esposa de Moro. A banca de advogados, cuja esposa de Moro fez parte, é acusada de conduta de desvio de valores na administração de mais de cem falências, segundo apurou a CPI das Falências. São bilhões de reais pagos pelo estado à chamada “Indústria das falências”. Na época, saiu até um livro sobre o esquema desbaratado pela CPI, no qual o título é “Poder, Dinheiro e Corrupção: Os Bastidores da CPI das Falências”, obra escrita pelo deputado Fabio Camargo (PTB), autor e presidente da CPI. Segundo Estadão de 15/06/2013: “PF investiga ‘Mafia das falências” na justiça do Paraná”. No relato da PF a imprensa nenhuma referencia a esposa do juiz Sérgio Moro.

Pasmem! O autor e presidente da CPI, Fabio Camargo (PTB), quase foi preso ao vazar informação do processo. O procedimento contra o deputado no MP é de número 18327/2012. Pois é, o deputado quase foi preso por vazar informações do processo e a Lava Jato, também conhecida como Vaza a Jato, vazar a todo momento, e nada acontece.

Aliás, o ex- presidente Lula foi alvo de denúncias vindas da Lava Jato, que foi noticia diária por meses no Jornal Nacional da Globo, acerca do sítio e o triplex que nunca foram de Lula, do pedalinho e do barco que nem motor tem. Na verdade num pacote de abobrinhas, tudo só para tentar tornar Lula inelegível em 2018!

Mas as denúncias contra a esposa de Moro, pela gravidade, mereciam a mesma cobertura que deram as de Lula ou, pelo menos, que fossem noticia num programa do Fantástico e do Jornal Nacional, com as devidas explicações de Moro e de sua esposa.

Poderiam explicar também a denúncia de que sua esposa também trabalha, para o PSDB e para empresas multinacionais de petróleo, as altamente beneficiadas por essa operação. A Lava Jato combate a corrupção, o que é positivo, mas o faz de forma seletiva, destruindo a imagem do país,e da Petrobrás e protegendo os tucanos! Quem quer realmente combater a corrupção não pode proteger os principais bandidos!

E não cabe a desculpa de que trata-se de sua esposa, pois para atingir Lula, usam o filho a nora, o amigo o compadre e, por último, um sobrinho da esposa.

Fonte da denuncia:
1-http://linkis.com/blogspot.com/K2ofA?next=5
2-http://jornalggn.com.br/blog/jose-c-lima/esposa-de-moro-fez-parte-da-mafia-das-falencias-no-parana
3-https://blogdotarso.com/2015/03/30/aecio-neves-silencia-sobre-suspeita-de-corrupcao-no-governo-beto-richa/
4-http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,pf-investiga-mafia-das-falencias-na-justica-do-pr,1042780

*Emanuel Cancella é coordenador do Sindicato dos Petroleiros do Estado do Rio de Janeiro (Sindipetro-RJ) e da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP).

terça-feira, 28 de junho de 2016

As Verdades da Perícia do Senado

Por Fernando Brito, do Tijolaço

Cheio de sofismas, o parecer da perícia feita no Senado sobre as acusações de descumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal não consegue esconder várias verdades que mostram que o processo de impeachment de Dilma Roussef não tem a menor base legal.

A maior delas é que, independente da discussão se o Banco do Brasil e a Caixa poderiam ter antecipado os recursos do Plano Safra ou qualquer outra despesa que, por convênio, realize em nome do Governo, não existe nenhuma ato – nenhum! – que vincule os atrasos das transferências aos bancos públicos que seja, por ação ou omissão, atribuível à Presidenta da República.

Se quiserem tentar um processo, que o tentem contra Joaquim Levy, o queridinho da direita, que é o responsável pelos desembolsos do Tesouro.

A história dos decretos estarem em desacordo com as metas se desmancha no reconhecimento da própria comissão de perito de que “o Poder Executivo cumpriu a meta estabelecida”. O argumento de que “estavam em desacordo com as metas vigentes na ocasião” não se sustenta pela simples razão de que, primeiro, créditos orçamentários não se confundem com despesa – que são determinadas pelo ato de empenho, que é a reserva de recursos para o pagamento de determinado compromisso – como porque, enquanto não aprovada a modificação na Lei Orçamentária proposta em razão da revisão das metas, vale o montante de créditos da lei anterior, que pode ser remanejado por simples decreto presidencial.

É bom lembrar que Eduardo Cunha, de julho a dezembro, bloqueou a votação das modificações do Orçamento e o PSDB se empenhou até o final para que o ano se encerrasse sem que a nova Lei fosse votada para que, aí sim, o Governo Dilma incorresse em crime de responsabilidade fiscal por ter efetuado despesas em desacordo com a lei orçamentária.

Estariam fazendo tanto esforço à toa?

Denúncia Perde Força e Dilma Reúne Aliados

TEREZA CRUVINEL, Colunista do 247

A conclusão da perícia do Senado, de que a presidente suspensa Dilma Rousseff não foi responsável pelas pedaladas fiscais, explicita a natureza golpista do impeachment e enfraquece muito a denúncia de crime de responsabilidade, avaliam o PT e a defesa de Dilma. Restará a acusação de que três decretos violaram a meta fiscal, o que não se sustenta, pois a meta foi reajustada no final de 2015, diz o deputado petista Paulo Pimenta. Com este ganho para a defesa técnica, Dilma tentará, em reunião amanhã, aparar diferenças com a Executiva do PT sobre a proposta de um compromisso público dela com a realização de um plebiscito sobre nova eleição, tão logo seja absolvida e reconduzida ao cargo. A reunião com os movimentos sociais ocorrerá depois do acerto com o partido.

- Com a perícia do Senado, a acusação faz água, pois a incompatibilidade dos decretos com a meta fiscal foi resolvida com o reajuste da meta. Por isso mesmo o governo agora está se afastando da acusação formal e adotando discursos como o de Rose de Freitas, de que Dilma foi afastada porque não tinha condições de governar e coisas do gênero. Ou seja, o que está em curso é um golpe mesmo – diz Pimenta.

Depois da reunião de amanhã com o PT, Dilma voltará a se reunir com os movimentos sociais que apoiam a luta contra o impeachment. Entre eles as frentes Brasil Popular e Povo sem Medo, a CUT, o MST, a UNE e a Central de Movimentos Populares. A CUT esclarece que o apoio à proposta ainda divide a central, não sendo consenso também dentro do MST. Lula tem dito que PT e aliados não podem ficar parados, esperando que a Lava Jato inviabilize o governo provisório com mais denúncias contra seus integrantes, ou contra o próprio Temer, e que o mero esforço para atrair senadores não surtirá efeito sem a oferta de uma saída legítima para a crise, como a nova eleição.

Temer vem atuando fortemente no Senado para garantir a maioria de 54 votos que lhe garantirá a efetivação do cargo. Neste final de semana foi a Nerópolis, no interior de Goiás, para prestigiar a festa de aniversário do senador pepista Wilder Morais. Tudo por um voto. Amanhã, num gesto de aproximação, o presidente do Senado, Renan Calheiros, receberá os senadores para um jantar com o ministro da Fazenda Henrique Meirelles.

Os levantamentos, entretanto, mostram a existência de senadores indecisos ou indefinidos que poderiam garantir a absolvição de Dilma se forem convencidos a apostar na saída pela eleição direta. A pesquisa Ipsos mostra que o governo Temer é rejeitado por 70% da população, antes mesmo de ser inteiramente apresentada a agenda que corta direitos e sacrifica conquistas populares, como as reformas previdenciária e trabalhista, que ele só enviará ao Congresso depois de efetivado.

- Temos dois meses para intensificar a resistência ao golpe e denunciar este governo que é o pior de todos os tempos: ilegítimo, composto por corruptos, violador da lei e dos direitos e disposto a entregar o patrimônio nacional. Por isso mesmo estão esvaziando o Congresso, para que não tenhamos tribuna. Antes da votação do impeachment na Câmara, tinha sessão de segunda a sexta para contar prazo. Agora, vamos ter uma semana vazia, dedicada a São Pedro e São Paulo. E a mídia acha tudo natural, embora esteja na cara que o recesso junino tem propósito político – diz Pimenta.

segunda-feira, 27 de junho de 2016

O Mau Cheiro Dessa Porcalhada

As verdades reafirmadas pelo articulista Valton de Miranda Leitão perdem um pouco do impacto quando o leitor se depara com o óbvio exagero: "...os EUA, ... de 2000 a 2014 [em apenas 14 anos, portanto] tinham patrocinado quase 200 golpes militares no mundo..."

Segundo o historiador Luiz Alberto Moniz Bandeira, as "...as mais de 200 intervenções militares"dos EUA aconteceram "de 1900 a 2003, quando da invasão do Iraque...", o que já constituiu pouco mais de um século de grandes desgraças para a humanidade, e certamente causou, dentre outros males como as ditaduras, o consumo exagerado e a destruição de recursos naturais, a morte de centenas de milhares de seres humanos. Martinho

FAROL.COM

O Brasil está mergulhado, ouso dizer, na mais grave crise ética da sua história desde a proclamação da República. O golpe militar de 1964 iniciou essa deformação ética ao institucionalizar a tortura e atentar sistematicamente contra os direitos do homem.

Isso está magistralmente registrado na excelente exposição histórico-crítica do jornalista Elio Gaspari, sobre a ditadura militar. O golpe praticado então foi escancaradamente apoiado pelos EUA, tanto militar quanto financeiramente.

Marx diz que a história se repete como tragédia e/ou farsa, mas vivemos hoje uma brutal tragicomédia. Quando em 1973 o mais hediondo dos carrascos latino-americanos, Augusto Pinochet, ditador chileno que derrubara o governo democraticamente eleito de Salvador Allende, fez visita de Estado ao Brasil, ainda no governo Médice, o deputado Francisco Pinto fez um discurso repudiando essa presença abjeta.
O STF por solicitação da ditadura encarcerou-o imediatamente. O judiciário não somente convalidou os atos institucionais, mas assumiu o conteúdo antiético da ditadura em toda sua extensão.

O “milagre econômico brasileiro”, que vigorou até o início do governo do general Ernesto Geisel em 1974, acabou quando os produtores árabes de petróleo fundaram a OPEP e subiram assustadoramente o preço dos combustíveis. Isso obrigou os parceiros Geisel e Golbery, o sacerdote e o bruxo, conforme Gaspari, a programarem a distensão “gradual e progressiva” que levou à redemocratização e a construção da Constituição de 1988, capitaneada pelo deputado do (P)MDB, Ulisses Guimarães, extraordinário político e homem público, líder máximo do então MDB.

O PMDB desde então vem se tornando progressivamente o charco lamacento, cujo presidente, agora na presidência interina do País, não chega nem ao dedo mínimo do pé esquerdo do grande Ulisses, para ficar somente na comparação anatômica, pois a mental é muito pior.

O golpe atual midiático, congressual, judicial e fiespiano têm os mesmos ingredientes básicos daquele de 64, embora seu fiador seja a combinação Congresso-Judiciário, pois os EUA, que de 2000 a 2014 tinham patrocinado quase 200 golpes militares no mundo, decidiram fazê-lo por outro caminho, aparentemente mais brando, como no Paraguai e em Honduras. Somente os tolos que se enganam com banana e bolo acreditam que o objetivo desta incrível arquitetura, onde se misturam o econômico, o teológico-pentecostal e a canalhice, seja o combate à corrupção.
Os dois únicos ministros que interessam ao mercado capitaneado pelos EUA são José Serra e Henrique Meireles, visando redirecionar a agenda, privilegiando o grande dinheiro e desmantelando ganhos sociais e trabalhistas alcançados pelo povo brasileiro durante os governos Lula e Dilma.
O mau cheiro desta porcalhada está espalhado pelo mundo e nenhum representante brasileiro do charivari de Temer consegue falar em assembleias internacionais sem ser vaiado, chamado de golpista e entreguista dos recursos minerais e petrolíferos brasileiros.

Valton de Miranda Leitão
valtonmiranda@gmail.com
Psicanalista

Pais & Filhos da Pátria

Enquanto aguardo a renúncia de Treme-Temer (fez a gentileza de fornecer os motivos), saúdo a delegada federal Andrea Pinho. Graças a ela, ficou claro: não foi só o avião do probo ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos que fez BUM! Explodiu também um escândalo de 600 milhões, envolvendo não só o canonizado político do PSB, a degradada legenda que se aliou a Bum-bum Garoto, mas também outros figurões do bando. Em produção bem brasileira, Húbris e Nêmesis abraçaram-se e uma parte da roubalheira comprou o avião que matou o candidato na época. Um dos meliantes, foragido, foi encontrado morto em motel. Apressaram-se a dizer que o criminoso já havia tentado o suicídio. Claro. Socialistas éticos não se transformam em cinzas (opa!) de arquivo queimado como qualquer P.C. Farias. No momento em que escrevo, ainda aguardo pronunciamento de Marina d’Arc sobre essas patifarias. O clamoroso silêncio da enredada me recordou um outro, o da polícia do Reino Desunido sobre o assassinato de Jo Cox. Como o criminoso não era muçulmano, mas um inglês direitista, calaram a boca. Afinal, o corrupto Cameron também é de direita e há um protocolo a seguir nessas questões...

Quem perdeu um belo momento pra fechar a cloaca foi o parlamentável Caio Narcio, que votou no processo de linchamento em nome da formidanda honestidade do paizão, Narcio Rodrigues, em cana logo depois (ficou bem de vermelho penitenciário). Faz o seguinte, Caio de Quatro: entrega a defesa de papi para a janaraca e poderemos rir ainda mais do circo. Narcio Pai é ex-sectário do Anastasia (Anasta continua solto, como seu chapinha, o tucano inventor do mensalão, Eduardo Azeredo, condenado a 20 anos pela juíza Melissa Pinheiro).

As mulheres estão mandando ver! Depois da covardia de 17 — isso mesmo, dezessete — magistrados, a juíza Daniela Barbosa botou atrás das grades os tarados que exploravam sexualmente, viciando-as em droga, adolescentes e crianças, em Campos dos Goytacazes. Entre os malfeitores estava o brô evangélico de Anthony Garotinho.

Esse negócio de Caio e do explodido Eduardo Campos serem de famílias políticas não funciona. Um dos crápulas mais citados nas delações, soltinho da Silva, também é neto ilustre e está samarcado até o, digamos, nariz... E um furo procês: a Odebrecht teria comprado, para facilitar pagamento de propinas, um banco no arquipélago de Antígua e Barbuda. Segundo o procurador da Vaza-Jato, Dr. D’Artagnanpropanolol, é preciso apurar se Barbuda serviu de codinome para a mulher de Lula.

Claudia Cruz não se apresentou ao juiz Moro. Cadê a tal blablá coercitiva?

Supremo TZ: por que temos que sustentar o chef, mordomo, sommelier, jardineiro, dançarinas exóticas na mansão de ChikunCunha? Isso está errado.

Ah, Dornelles “não sabia” da compra, 361 mil reais, em framboesas, mirtilos e salmão para alimentar o gabinete...
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Se você está enojado, compre “Malandro Beleza”, livro do carioca da gema e do Estácio, Nilo Braga. Garanto que é uma pérola da Guanabara!

Aldir Blanc é compositor

Golpe de 2016 Tende a Ficar Cada Vez Mais Parecido Com o de 1964

Surge um movimento de acadêmicos e intelectuais que já preveem possibilidade de forte conflito social no Brasil que leve a um "fechamento" do regime golpista. Entenda esse processo grave que ameaça a todos nós http://www.blogdacidadania.com.br/2016/06/golpe-de-2016-tende-a-ficar-cada-vez-mais-parecido-com-o-de-1964/

Posted by eduguim

A crise política exauriu a sociedade brasileira. Ninguém aguenta mais o embate interminável entre “petralhas” e “coxinhas”. Dos dois lados, muitos foram cuidar da vida e pararam de se importar – um sinal claro do analfabetismo político brasileiro, que leva pessoas a acharem que podem simplesmente deixar de se importar com quem venha a ocupar o poder.

O pior é que grande parcela da mídia corporativa e do grande empresariado, após o afastamento de Dilma, cobra “acomodação” na política, interrupção da operação Lava Jato, enfim, quer que Michel Temer permaneça na Presidência e implemente desmonte de programas sociais e valorização do emprego e do salário implementados pelo PT na última década.

Temer estar na Presidência poderá se mostrar exponencialmente pior para os mais pobres do que teria sido se Aécio Neves tivesse ganhado a eleição presidencial de 2014. O PSDB tem uma leve camada de verniz de preocupação social, até porque o partido se diz “social democrata”.

O PMDB da atualidade, não. É o partido de Eduardo Cunha e das bancadas BBB (Boi, Bala e Bíblia). É um partido que, como demonstraram deslizes verbais do ministério mutante de Temer, chega a cogitar reduzir consideravelmente o insuficiente sistema público de saúde do país, o que poderia ter resultados imprevisíveis tanto do ponto de vista da saúde dos brasileiros quando do ponto de vista da ordem pública, pois não se imagina que a população ficará passiva vendo hospitais (por exemplo) piorarem ainda mais.

Que dizer, então, dos programas sociais? Desde o ano passado, quando se começou a levar a sério a hipótese de o PMDB tomar o poder através de Temer, começaram a surgir balões de ensaio sobre cortes profundos no Bolsa Família e em outros programas sociais, cortes que, em essência, seriam iguais aos da redução do SUS proposta recentemente pelo ministro da Saúde interino.

Sabe-se perfeitamente que a coalização PMDB-PSDB que governa o país interinamente é formada por grupos políticos que não levam a sério os programas sociais e os direitos trabalhistas, ou melhor, levam a sério, isso sim, a premissa de que gastar dinheiro com pobre não ajuda a melhorar a economia e, de quebra, ainda tira recursos que deveriam financiar o empresariado e remunerar o capital via política monetária (juros).

Um bom exemplo do que vem por aí está nos programas sociais do PSDB, quando governou o Brasil (de 1995 a 2002). Para que se possa mensurar a rejeição dos tucanos a programas sociais de verdade, reportagem da Folha de São Paulo publicada pouco antes da campanha eleitoral de 2002, em que Lula venceu José Serra, revela que FHC só gastou um pouco mais com o social quatro meses antes da eleição daquele ano. Até então, os programas sociais tucanos eram cosméticos, recebiam pouquíssimos recursos.

FHC deixou simulacros de cadastro da pobreza e do programa social Bolsa Família. Contudo, os programas começaram a ganhar alguma materialidade a 4 meses da eleição presidencial de 2002, conforme matéria da Folha de São Paulo naquele ano eleitoral. Abaixo, a matéria.

Não é à toa que pesquisadores e cientistas sociais já dizem temer (com trocadilho) os efeitos do enfraquecimento do PT. Como se vê na matéria acima, enquanto que, hoje, só o Bolsa Família (entre muitos outros grandes programas sociais) consome quase 30 bilhões de reais, após oito anos de governo FHC o Brasil gastava menos de 10% disso com um ensaio de unificação de alguns programas cosméticos como o  bolsa-escola e o vale-gás, que pagava 13 reais para que uma família pudesse comprar gás de cozinha, tal era a situação de penúria dos brasileiros naquela época.

Ao lançar, recentemente, um livro sobre a desigualdade brasileira, a pesquisadora Marta Arretche deu declarações preocupantes no que diz respeito ao quadro social de um país em que ainda há graves problemas sociais e no qual chega ao poder um grupo político com discurso claro de redução de gastos com programas vitais como o Bolsa Família.

Organizadora do recém-lançado “Trajetórias da Desigualdade: Quanto o Brasil Mudou nos Últimos 50 Anos”, um inventário dessa chaga no país, a cientista política Marta Arretche diz que a profunda crise do PT põe em risco a tendência de queda da desigualdade das últimas décadas.

A “ameaça eleitoral da esquerda”, diz a pesquisadora, sempre funcionou como incentivo para que conservadores incluíssem a questão social em suas agendas. Sem a ameaça, que nos últimos 25 anos foi personificada pelo ex-presidente Lula e pelo PT, toda a agenda social seria afetada, argumenta.

Na obra, Arretche e outros 25 pesquisadores discutem aspectos das desigualdades regionais, raciais, de renda e gênero, entre outros. Argelina Figueiredo, Eduardo Marques, Fernando Limongi e Naercio Menezes Filho são alguns dos coautores.

O tom geral da obra é de preocupação com a possibilidade de uma convulsão social a partir da eventual confirmação de Temer na Presidência até 2018.

“É muito tempo”, diz professor de Ciências Sociais de uma grande universidade paulistana que prefere não se identificar. Para ele, se Temer ficar quase dois anos e meio na Presidência poderá destruir o mínimo de direitos sociais e dos trabalhadores que persistem no país.

Para ele, se houver confirmação do impeachment de Dilma, PMDB e PSDB trabalharão duro para privatizar tudo que virem pela frente e, pior, para destituírem os trabalhadores de direitos trabalhistas que a ideologia desses partidos afirma que impede a geração de empregos.

Recentemente, o chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, afirmou a uma plateia de empresários que para criar mais empregos no Brasil é preciso tirar direitos trabalhistas. Essa premissa já existia no governo FHC, no governo Collor e até no governo Sarney. Aí Lula chegou ao poder e durante mais de 11 anos o Brasil viu o salário médio do trabalhador crescer e o desemprego cair ano após ano, inclusive aumentando exponencialmente o percentual de trabalhadores com carteira assinada.

Essas teorias sobre ser necessário extinguir direitos trabalhistas para que mais empregos sejam criados está sendo apresentada como “novidade”, mas é mais velha do que andar para frente. Começou lá nos anos 1980, antes mesmo da redemocratização do país. E agora os conservadores estão tentando dar o mesmo golpe nos brasileiros.

Em alguma medida, deixar os conservadores “trabalhar” seria bom para o país. O povo foi enganado. A economia foi sabotada para que conseguissem tirar do poder partido que vinha melhorando as condições de vida do povo.

A Lava Jato e a rebelião no Congresso trabalharam como uma pinça sobre o crescimento da economia, roubando empregos e renda das pessoas. A Lava Jato tratou de paralisar o setor da economia (construção pesada) que mais movimenta dinheiro e o Congresso, ao se recusar a aprovar qualquer matéria de interesse do governo, fez consumidores e empresários paralisarem qualquer tipo de investimento.

Com demissões e redução da renda do trabalhador, programas sociais tornar-se-ão cada vez mais necessários, mas sob o discurso da ordem orçamentária tentarão eliminar tais programas.

Quem poderia se contrapor a esse tipo de sandice seria o único partido de esquerda que conseguiu se viabilizar eleitoralmente no Brasil. Até a criação do PT, nunca o Brasil teve um governo com preocupação social tão concreta e que tenha feito tantos investimentos em programas sociais.

O PT empreendeu uma luta contra a pobreza e a desigualdade que, por 11 dos 13 anos de governos petistas, vinha sendo vencida. Porém, ao não conseguir mais manter os resultados brilhantes exibidos entre 2003 e 2014, com forte criação de empregos e aumentos de salários, com redução da pobreza e da desigualdade, o partido perdeu  apoio da sociedade e, nesse momento, a direita começou a exumar propostas malucas como aquela velha história de tirar direitos do trabalhador para lhe aumentar a “empregabilidade”.

Neste momento, em milhares de grupos de discussão na internet, nos grupos de estudo nas universidades, nos partidos, nos sindicatos e até mesmo em setores da iniciativa privada já borbulha uma preocupação considerável com a tal “ordem pública”.

Não haverá estabilidade política enquanto não cessar essa opção da direita pelo aniquilamento dos adversários de esquerda. Prendem lideranças políticas petistas para combalir a resistência, mas esquecem que quase toda a esquerda já se uniu contra a coalizão golpista de direita e, assim, movimentos sociais, sindicatos e partidos de esquerda não vão deixar a temperatura política baixar.

Não se vislumbra a menor possibilidade de tirar o Brasil do atoleiro econômico enquanto persistir o acobertamento de corruptos de direita e o linchamento público de “petistas”, Lula à frente.

Por outro lado, a maioria parlamentar no Congresso e o apoio de grande parte da mídia corporativa dão a tucanos e peemedebistas a sensação de que tudo podem, estimulando-os a crer no esmagamento dos adversários e fim de papo.

A direita midiática afirma que, se a esquerda se rebelar, será reprimida pelo “Exército de Caxias”. Ou seja, o golpe de 2016 tende a ficar cada vez mais parecido com o de 1964 – como se sabe, a ditadura mesmo, apesar da derrubada ilegal de Jango, baixou só em 1968, com o Ato Institucional número 5.

Foram quatro anos entre o golpe de 64 e o agravamento do golpe, em 68. Ou seja: se repetíssemos aquela história, lá por 2020 é que as coisas iriam piorar de verdade no Brasil. Ao menos do ponto de vista institucional e democrático, já que a ditadura provou que é possível o país melhorar para pouquíssimos (“milagre econômico”) enquanto a maioria se ferra.

Temos que ter em mente que mal entramos no golpe. Alguns reclamam de medidas autoritárias de Temer como as tomadas na EBC / TV Brasil. Costumo responder que é por isso que se chama “golpe”; se os golpistas adotassem medidas legais e justas não seria golpe, seria continuidade democrática.

Na verdade, o golpe nem aconteceu ainda, já que, em tese, pode ser revertido. O que se viu, até aqui, foi apenas prenúncio do que os golpistas pretendem se conseguirem derrubar Dilma sem os requisitos legais. A confirmação do impeachment, portanto, pode gerar um caos social talvez nunca visto no Brasil. E golpista não teme reprimir a indignação dos justos.

“Caixinha da Leniência” Para o MP é Imoral, Ilegal e Subversiva

POR FERNANDO BRITO 
O assunto já tinha surgido, estranhamente, na “ajudinha” do Juiz Sergio Moro para a Polícia Federal do Paraná que estaria “sem dinheiro” para pagar luz e conserto de automóveis – e comprovou-se que não estava.
Agora, porém, toma dimensões assustadoras.
Noticia a Folha que os promotores da “Força Tarefa” – um ente, aliás, sem existência jurídica – está incluindo uma “caixinha” de 10% para si mesma nos acordos de leniência com as empreiteiras envolvidas na Lava Jato.
10% nos “grandes” acordos, aliás, porque a taxa é de 20% nos de menor valor.
Nos dois acordos em negociação, segundo a Folha os “acordos renderiam, ao longo dos próximos anos, R$ 170 milhões aos órgãos que cuidam das investigações”. O próprio “decano” da “Força”, Carlos Fernando de Lima, admite que ” a força-tarefa pode arrecadar mais de R$ 300 milhões”.
Será possível que não escandalize ninguém que um grupo de promotores tenha nas mãos uma fortuna destas para “distribuir” a unidades policiais – e a quem mais, empresas, ongs, o que seja? – a seu exclusivo critério, ou “combinado” com o Dr. Sérgio Moro?
Com que tipo de critério, com que tipo de acompanhamento, com que controle financeiro?
Ah, mas os objetivos são nobres, “combater o crime e a corrupção”…
Boas intenções, como se sabe, lotam o inferno…
Não falta dinheiro ao Ministério Público e ao Judiciário, como se vê pelos vencimentos e montes de penduricalhos que se auto concedem em seus contracheques.
A ideia de uma “caixinha do bem” é tão repugnante como qualquer outra caixinha. Dinheiro público tem de ir para a conta do Tesouro, mesmo reservado a fundos específicos, que sejam voltados para o combate ao crime.
Do contrário, estaremos instituindo um poder fora dos Poderes, que pode financiar, a seu bel prazer, setores da polícia e da Justiça. Quem sabe, até, para aplicar em campanhas político legislativas, com a das das “medidas contra a corrupção”, com que o Ministério Público quer usurpar as funções legislativas.
O que está acontecendo é muito grave: a criação do PMP, o “partido do Ministério Público”, que não precisa de votos, tem um “fundo” milionário para dispor e, desagradado por alguém, ainda pode desmoralizar publicamente quem quiser com acusações.
A “República de Curitiba” parece estar montando sua própria estrutura de impostos.
O que mais falta para se constituir em um “estado” dentro do Estado?

domingo, 26 de junho de 2016

Serra, o Covarde

EMIR SADER, Colunista do 247

Serra sempre foi um aventureiro em busca de poder. Como líder estudantil, atropelou a todo mundo para chegar ao cargo que mais podia ambicionar: a presidência da UNE. Atropelou ao Betinho, que seria o candidato natural da Ação Popular (AP) a esse cargo, para chegar lá.

Quando chegou à presidência da UNE, a AP já estava sob forte influência do PC do B, o que levou a uma forte radicalização da organização, ainda na sua fase maoísta. No último discurso do Jango na Central do Brasil, Serra fez o discurso mais radical, mais radical ainda do que o do Brizola.

Poucos dias depois chegou o golpe. Se poderia esperar que a UNE, sob a liderança do Serra, teria um papel de protagonismo ímpar na resistência à ditadura, de forma coerente com o anunciado pelo seu então presidente no comício.

Mas nada disso ocorreu. Serra abandonou a UNE e foi embora do Brasil na primeira leva de brasileiros que deixaram o país. A UNE ficou acéfala com a fuga covarde do Serra, enquanto a ditadura devastava a democracia no país, incluídas todas as universidades e entidades estudantis.

Serra foi para o Canadá, para passar da sua formação original de estudante de engenharia na Politécnica da USP, para a economia, enquanto os estudantes protagonizavam, heroicamente, a resistência à ditadura nas ruas de todo o Brasil. Seu ex-presidente, renunciado, que abandonou a UNE – no único caso na heroica história da instituição -, estava a salvo, longe do país, das suas lutas e da sua história.

Mais tarde Serra foi para o Chile, onde completou seus estudos de economia e, como costuma fazer sempre, mentiu dizendo que assessorava ao governo de Allende. Nao houve nada disso. O único brasileiro que assessorou de fato a Allende foi Darcy Ribeiro, a quem o presidente do Chile encarregou um plano de normalização das relações com a Bolívia, com a resolução do problema da saída ao mar para este país.

Com o fim da ditadura Serra voltou à política no Brasil, como secretário do Montoro, onde montou sua máquina eleitoral, que derrotou a toda a esquerda do PMDB, para surgir ele como deputado federal com grande votação.

Sua carreira, feita à sombra e com imenso complexo de inferioridade com FHC – que sempre o despreza – nunca pôde chegar ao que queria, a presidência do Brasil. The Economist, ironicamente, disse que ele era "o melhor presidente que o Brasil nunca iria ter".

Entre cargos e renúncias, na busca sempre de mais poder, Serra passou pela administração pública do Brasil sem pena nem glória. Acumulou sucessão de derrotas, de candidato a presidente a candidato a prefeito de São Paulo, até que o golpe lhe permitiu, depois de dar cotoveladas nos outros tucanos candidatos a ministros do golpe, chegar ao Itamaraty, embora sua ambição fosse de ministro da economia, de onde pretenderia ser o FHC do interino.

A mesma covardia do presidente que abandonou a UNE orienta a ação do chanceler interino. Agora a covardia se reflete na subserviência, antes de tudo aos EUA, à potência imperial, aquela para o qual seu antecessor tucano tirou os sapatos no aeroporto norte-americano, e o único presidente tucano que o paií teve, mostrou absoluta dependência.

Acreditando que o poder é uma coisa, é o uso da caneta, faz o que o Chico denunciava: "Fala fino com os EUA e grosso com a Bolívia". Busca desmontar a política externa que projetou o Brasil no mundo e o fez ser um país respeitado por todos, que fez do Lula "o cara" na política externa e o Celso Amorim ser considerado o melhor ministro de relações exteriores do mundo.

Serra quer um país do tamanho das suas ambições: pequenas, covardes, medíocres. Mais uma razão para que derrotemos logo, na votação do Senado, em agosto, a esse governo que, mesmo no interinato, trata de desmontar o que se conseguiu construir de democracia, de justiça social e de soberania nacional.

O Maior Assalto a um Banco Estatal

O MAIOR ASSALTO A UM BANCO ESTATAL ATINGIU A MAIORIDADE. COMPLETOU 21 ANOS O ASSALTO AO BANCO DO NORDESTE DO BRASIL S.A NA GESTÃO FERNANDO HENRIQUE CARDOSO. FORAM 7,5 (SETE BILHÕES E MEIO DE REAIS), O ROMBO NO BNB NA GESTÃO FHC. O SENADOR TASSO JEREISSATI INDICOU O EMPRESÁRIO E AMIGO BYRON QUEIROZ PARA PRESIDIR O BNB E FHC O NOMEOU.
FORAM OITO ANOS DE DENÚNCIAS POR PARTE DA ASSOCIAÇÃO DE APOSENTADOS DO BNB, INCLUSIVE UM ATO PÚBLICO NA CÂMARA FEDERAL QUANDO GEDEL VIEIRA E AÉCIO NEVES ERAM LIDERES DE FHC.
O QUE SE SABE É QUE NÃO HOUVE CONFISCO DE BENS DOS DIRETORES DO BANCO. UMA PERGUNTA QUE NÃO QUER CALAR: ONDE ESTAVA OS "MOROS"? ONDE ESTAVA O MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL? ONDE ESTAVA O PGR? ONDE ESTAVA A POLICIA FEDERAL? ONDE ESTAVA O STJ? ONDE ESTAVA O STF? ALGUM ESCRITÓRIO OU RESIDÊNCIA FORA INVADIDA PARA RECOLHER DOCUMENTOS? NÃO! FHC E SEUS MINISTROS FORAM QUESTIONADOS? PELO QUE SABE, TAMBÉM NÃO.
FHC APÓS FECHAR A SUDENE, SUDAM E DNER, PARA NÃO APURAR A CORRUPÇÃO QUE REINAVA NESSES ÓRGÃOS, TINHA POR OBJETIVO FECHAR TAMBÉM O BNB. NÃO SABEMOS COMO ISSO NÃO ACONTECEU. QUEM SOFREU E SOFRE COM TODO ESSE DESMANDO SÃO OS FUNCIONÁRIOS, APOSENTADOS E PENSIONISTAS DA INSTITUIÇÃO. ENTRE 1995 E 2002, FUNCIONÁRIOS E APOSENTADOS SOFRERAM O VERDADEIRO MASSACRE NO GOVERNO DO TUCANATO. PAIS TIRANDO FILHOS DE UNIVERSIDADES, VENDENDO BENS, SUICÍDIOS, INADIMPLÊNCIA, UMA VERDADEIRA TRAGÉDIA. SÃO VINTE E UM ANOS DE LUTA NOS TRIBUNAIS REIVINDICANDO DIREITOS ADQUIRIDOS TIRADOS PELO GOVERNO FHC. A PARTIR DE JANEIRO DE 1997, ESSA QUADRILHA EXIGIU DOS PARTICIPANTES DO FUNDO DE PENSÃO "CAPEF" UMA CONTRIBUIÇÃO DE 35%, CHEGANDO A COBRAR 55%. AINDA HOJE PAGAMOS UMA CONTRIBUIÇÃO DRACONIANA DE 21,5%, QUANDO O TETO PERMITIDO É DE 12%. O BNB ATÉ HOJE NEGA-SE A BAIXAR A CONTRIBUIÇÃO, ALEGANDO FALTA DE RECURSOS.
HOJE, FUNCIONÁRIOS E APOSENTADOS ESTÃO TEMEROSOS COM A POSSIBILIDADE DO CONSPIRADOR "TEMER" GOVERNAR ESTE PAÍS ATÉ 2018. A CASTA DE ONTEM (PSDB/DEM/PPS/PMDB) É A MESMA QUE APLICOU O GOLPE DE 2016, SENDO A POLÍTICA E O ENTREGUISMO TAMBÉM A MESMA. FHC FEZ UMA DEVASSA NO PATRIMÔNIO PÚBLICO DA NAÇÃO, VENDENDO POR PREÇO DE BANANA 70% DE NOSSAS RIQUEZAS. ESSE CONSPIRADOR QUE AÍ ESTÁ MESMO INTERINAMENTE, JÁ PLANEJA ENTREGAR, PETROBRAS, BANCO DO BRASIL, CAIXA FEDERAL, BANCO DA AMAZÔNIA, BANCO DO NORDESTE, BNDES, CORREIOS E ACREDITE SE QUISER, ATÉ A CASA DA MOEDA ESTÁ NA LISTA.
CEARÁ E NORDESTE
BNB: O ESQUEMÃO MONTADO POR BYRON QUEIROZ E TASSO JEREISSATI

sexta-feira, 24 de junho de 2016

Carta Aberta a Sérgio Moro

Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo:

Caro Moro:

Me desculpe a franqueza, mas o senhor é uma desgraça nacional. Simboliza a justiça partidária que tanto mal faz ao país.

O senhor é um antiexemplo. No futuro, quando formos uma sociedade mais avançada, ficará a pergunta: como pudemos tolerar um juiz tão parcial?

Sequer as aparências o senhor respeitou. São abjetas as imagens em que o senhor aparece ao lado de barões da mídia como João Roberto Marinho e de políticos da direita como João Dória.

O senhor tem ideia do que aconteceria na Inglaterra se um juiz com tanto poder como o senhor confraternizasse com caciques da política e da mídia?

Mas o pior não foram as aparências: foram e são os atos práticos.

Como o senhor não se envergonhou de participar dos espetáculos circenses em que o objetivo era criminalizar um e apenas um partido, o PT?

Como o senhor não se envergonhou em passar para a Globo conversas criminosamente gravadas entre Lula e Dilma?

Caro Moro: como o senhor consegue dormir?

Vejamos os fatos destes últimos dias. O senhor e sua Lava Jato foram fulminantes em prender um ex-ministro de Lula e embaraçar o editor de um site que representa um tipo de visão completamente ignorado pelas grandes empresas jornalísticas.

Funcionários da PF, em extravagantes uniformes de camuflagem e fortemente armados, se deixaram também fotografar em frente à sede do PT em São Paulo.

O senhor tem noção do ridículo, do patético disso? Parecia que os policiais estavam indo desbaratar uma célula dos Estados Islâmicos.

Mas, ao mesmo tempo, ficamos todos sabendo que vocês fracassaram miseravelmente não uma, mas duas vezes em intimar a mulher de Eduardo Cunha, Claudia Cruz.

Vocês não sabem sequer onde ela fica para entregar a intimação? Ou o empenho frenético em investigar e atacar um lado é contrabalançado pela negligência obscena em tratar casos ligados ao outro lado?

O senhor tem ideia do desgaste que este tipo de coisa provoca em sua imagem em milhões de brasileiros?

Um homem pode ser medido pelos admiradores que semeia. O senhor é hoje venerado pelo mesmo público que idolatra Bolsonaro: são pessoas essencialmente racistas, homofóbicas, raivosas, altamente conservadoras e brutalmente desinformadas.

O senhor não combateu, verdadeiramente, a corrupção. O senhor combateu e combate o PT. São duas coisas distintas. Falo isso com a tranquilidade de quem jamais pertenceu ao PT ou teve qualquer vínculo com o partido. Meu pai se elegeu presidente do sindicato dos jornalistas de SP, no começo dos anos 1980, numa disputa épica contra o representante do PT, Rui Falcão. Jamais superei certas mágoas do PT até porque meu pai era meu norte e meu sul, meu leste e meu oeste.

Não fossem os delatores, as roubalheiras de gente como Aécio, Temer e Jucá permaneceriam desconhecidas e intocadas.

Não fossem as autoridades suíças, as contas secretas que finalmente liquidaram a maior vocação corrupta das últimas décadas no Brasil não seriam conhecidas, e Eduardo Cunha continuaria a cometer seus crimes.

Caro Moro: o senhor há de ter o mesmo destino de um homem que teve um papel igual ao seu na política brasileira, Joaquim Barbosa.

A mídia o usou e espremeu ao máximo, e depois o descartou. JB não é nota sequer de rodapé dos jornais e revistas. Não é ouvido para nada.

O senhor, como JB no Mensalão, está tendo seus dias de Cinderela, porque é útil à plutocracia. Mas Gata Borralheira sempre ronda a Cinderela, como o senhor sabe.

Sinceramente.

Paulo